Mexilhão Espanhol: Nutrição Robusta e Sustentabilidade na Mitilicultura da Galiza

Editado por: Olga Samsonova

Especialistas em nutrição, como Pablo Ojeda, destacam o mexilhão como um alimento de alto valor nutricional e acessível no contexto alimentar espanhol. Este bivalve marinho apresenta um perfil nutricional superior a fontes proteicas mais tradicionais, ao mesmo tempo que desempenha um papel significativo na produção alimentar sustentável da região.

O mexilhão é notável pelo seu teor excecional de Vitamina B12. Dados indicam que 100 gramas deste molusco podem conter até 98,89 microgramas (mcg) de B12, um valor que supera a dose diária recomendada de 2,4 mcg para adultos e excede a concentração encontrada em porções de carne bovina, como o fígado de boi frito, que pode apresentar cerca de 83,13 mcg. Além disso, o ferro presente nos mexilhões é biodisponível na forma heme (ferroso, Fe2+), que o organismo absorve com maior eficácia do que o ferro não-heme encontrado em vegetais como as lentilhas, auxiliando na prevenção da anemia e na otimização do transporte de oxigénio.

Nutricionalmente, o mexilhão fornece uma proteína completa de alto valor biológico, essencial para a reparação tecidual, mas com um perfil calórico reduzido. Esta densidade nutricional torna-o um aliado para o controlo do peso corporal. Para a saúde cardiovascular, o consumo regular deste bivalve contribui com quantidades significativas de ácidos graxos Omega-3, reconhecidos pelo seu papel na redução da inflamação e no suporte à função cardíaca. Um fator adicional de segurança alimentar é o seu baixo teor de mercúrio, um contaminante prevalente noutros peixes, o que permite um consumo mais frequente.

Do ponto de vista produtivo, o cultivo de mexilhões, ou mitilicultura, é reconhecido como uma prática altamente sustentável, com a Galiza, em Espanha, a ser um polo produtor europeu. Esta região gera anualmente perto de 250.000 toneladas de mexilhão, cultivado em estruturas suspensas denominadas *bateas*. A mitilicultura não exige fertilizantes nem alimentação suplementar, uma vez que os mexilhões filtram partículas da água, contribuindo ativamente para a limpeza dos ecossistemas marinhos. Este modelo de produção alinha valor económico com benefício ambiental.

A sustentabilidade do setor é validada por certificações ambientais. A primeira pescaria de mexilhão *Mytilus galloprovincialis* na Península Ibérica a obter a certificação do Marine Stewardship Council (MSC) sublinha o compromisso com padrões ambientais rigorosos. Esta certificação facilita o acesso a mercados internacionais, como os do Norte da Europa, que exigem o rótulo ecológico. Assim, o mexilhão espanhol estabelece-se como uma fonte nutricional densa e um modelo de produção circular com impacto ecológico positivo.

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Fontes

  • ElNacional.cat

  • ElNacional.cat

  • El Nacional.cat

  • vertexaisearch.cloud.google.com

  • AnchoasDeluxe

  • El Mundo

  • Revista Alimentaria

  • El Nacional.cat

  • Viktilabs

  • El Español

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