Logística Espacial: Liofilização, Nutrição e Reciclagem Hídrica na Estação Espacial Internacional

Editado por: Olga Samsonova

A sustentação da vida a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) depende de sistemas logísticos otimizados para leveza, estabilidade e facilidade de manuseio em microgravidade. A liofilização, uma técnica utilizada desde o programa Gemini, é fundamental para a alimentação, preservando nutrientes ao remover a umidade por sublimação a vácuo. Este processo permite o consumo de refeições reidratáveis, como massas e ovos, mantendo o valor nutricional essencial para a tripulação em órbita.

No âmbito alimentar, a escolha pragmática por tortilhas em vez de pão visa eliminar o risco de migalhas flutuantes que poderiam comprometer equipamentos eletrônicos sensíveis. Paralelamente, a nutrição é gerenciada rigorosamente para mitigar a perda de massa óssea e muscular inerente à ausência de gravidade. A dieta espacial foi recentemente complementada com fontes como a proteína de amaranto, valorizada pelo seu perfil completo de aminoácidos e alto teor de cálcio, apresentando um valor biológico comparável a fontes não vegetais.

O gerenciamento de recursos hídricos na ISS atinge uma eficiência notável, com sistemas avançados de reciclagem que recuperam a água proveniente da respiração, suor e urina dos tripulantes. O Sistema de Controle Ambiental e Suporte à Vida (ECLSS) da NASA alcançou recentemente a marca de 98% de recuperação de água, um avanço significativo em relação à taxa anterior de 93% a 94%. Christopher Brown, do Johnson Space Center, destacou que essa circulação contínua é um feito crucial para missões de longa duração planejadas para a Lua e Marte.

Jill Williamson, gestora de subsistemas de água, ressalta que a água reciclada é submetida a filtragem e purificação rigorosas, resultando em um produto final que, em muitos casos, excede a qualidade da água potável consumida na Terra. A liofilização, como método de desidratação, difere da secagem por calor ao evitar a oxidação e preservar a forma, cor, sabor e nutrientes dos alimentos, sendo vital para o armazenamento prolongado e para maximizar a capacidade de carga útil para experimentos científicos.

Olhando para o futuro da exploração, agências espaciais investem no desenvolvimento de tecnologias para o cultivo autônomo de alimentos em ambientes extraterrestres, como a superfície lunar e Marte, visando a autonomia em estadias prolongadas. Pesquisas, como o experimento LEAF (Lunar Effects on Agricultural Flora) da missão Artemis III, avaliam o cultivo de vegetais no solo lunar, enfrentando desafios como radiação cósmica e flutuações extremas de temperatura. O cultivo de plantas no espaço é considerado infraestrutura essencial para a produção de oxigênio e purificação de água em sistemas de suporte de vida em circuito fechado, um conceito que pode gerar aplicações para a agricultura de precisão na Terra.

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Fontes

  • ElNacional.cat

  • Agencia de Noticias Ekhbary

  • TN

  • Infobae

  • YouTube

  • Economía Sustentable

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