Velocidade da Marcha Humana Revela-se Biomarcador Preditivo de Declínio Cognitivo
Editado por: Olga Samsonova
Pesquisas recentes, conduzidas por especialistas como o psicólogo Alexander Nigel William Taylor e o cientista do esporte Marco Arcestein, consolidam a velocidade da marcha como um biomarcador de saúde geral de fácil aplicação. Em contextos atuais, esta métrica de locomoção transcende a função motora, atuando como um indicador multifacetado que integra a integridade dos sistemas visual, motor e nervoso central.
Estudos transversais, como um realizado com 203 idosos em unidades básicas de saúde, demonstraram uma correlação estatisticamente significativa, embora fraca (R² = 0,0354), entre a velocidade da marcha e o escore do Mini Exame do Estado Mental (MEEM), sugerindo que melhor desempenho cognitivo se associa a passos mais rápidos. A velocidade considerada padrão para um indivíduo em boa condição física situa-se entre 1,0 e 1,4 metros por segundo, o que equivale a aproximadamente 5 quilômetros por hora (km/h). Este ritmo está intrinsecamente ligado à manutenção de força muscular adequada e a uma boa resistência cardiorrespiratória, fatores que, quando preservados, sinalizam um estado de bem-estar geral.
Em contraste, uma marcha lenta, definida como inferior a 0,8 metros por segundo, é um sinal de envelhecimento acelerado, com implicações diretas na redução da força muscular e um aumento nos riscos de morbidade a longo prazo, incluindo o desenvolvimento de doenças crônicas e maior mortalidade. O conceito de fragilidade reconhece a velocidade da marcha como um marcador precoce crucial, frequentemente negligenciado por profissionais de saúde. A lentidão progressiva pode preceder o surgimento de manifestações mais evidentes de deterioração cognitiva, um fator de urgência considerando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimava cerca de 50 milhões de pessoas vivendo com demência globalmente em 2020, um número projetado para triplicar até 2050.
Para uma avaliação mais aprofundada da reserva cognitiva, especialistas recomendam a implementação do teste de dupla tarefa (DT), que exige que o indivíduo execute uma atividade mental simultaneamente à caminhada. A desaceleração observada durante a realização dessa tarefa mista pode ser um indicativo de funções cognitivas em declínio, embora tal avaliação não substitua um diagnóstico médico completo. Estudos acompanharam adultos com mais de 65 anos por sete anos, notando que aqueles que caminhavam cerca de 5% mais devagar anualmente, concomitantemente a um processamento mental mais lento, apresentavam maior probabilidade de desenvolver demência, conforme publicado no JAMA Network Open.
A aplicação da dupla tarefa, utilizada desde os anos 80, demonstrou resultados positivos no retardo do declínio cognitivo em estágios iniciais da Doença de Alzheimer, melhorando a atenção e a velocidade de caminhada em indivíduos com Comprometimento Cognitivo Leve (CCL). Monitorar a velocidade da marcha, portanto, oferece um instrumento valioso e não invasivo para a detecção precoce de alterações relacionadas à idade, permitindo intervenções oportunas focadas na atividade física e no bem-estar integral.
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Fontes
championat.com
Zakon.kz
Здоровье Mail
Чемпионат
Osnmedia.ru
Наука Mail
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