Atividade Física Modifica Processamento de Estresse Psicológico e Eleva Resiliência Mental
Editado por: Olga Samsonova
Pesquisas psicológicas recentes confirmam que a prática física consistente altera o modo como o indivíduo processa o estresse psicológico e os pensamentos intrusivos, promovendo melhorias na saúde mental geral. Esta constatação foca em aprimoramentos cognitivos e emocionais específicos que fortalecem a resiliência frente a pressões externas, transcendendo alegações genéricas de bem-estar.
Estudos demonstram que o exercício regular atenua a sintomatologia psiquiátrica ao interromper padrões de pensamento negativos cíclicos e diminuir a percepção subjetiva de estresse. O mecanismo subjacente alinha-se com a hipótese de inoculação ao estresse, que postula que a exposição controlada e repetida a estressores físicos, como um treino vigoroso, condiciona o sistema de resposta ao estresse do corpo a se tornar menos reativo ao longo do tempo. Durante a atividade, estressores agudos, como o aumento da frequência cardíaca e a elevação temporária do cortisol, são vivenciados e superados, otimizando a resposta fisiológica a futuras exigências psicossociais.
A modulação neuroquímica é uma via estabelecida para este benefício, onde a atividade física estimula a liberação de neurotransmissores reguladores do humor, como endorfinas, serotonina e dopamina. As endorfinas são responsáveis por sensações de euforia e redução da dor, fenômeno conhecido como 'euforia do corredor'. Adicionalmente, o exercício reduz os efeitos deletérios do estresse ao treinar os sistemas corporais, incluindo os cardiovasculares e imunológicos, para operarem sob pressão, o que pode se refletir em frequência cardíaca de repouso e pressão arterial mais baixas.
Dados longitudinais corroboram essas alegações, indicando que um programa estruturado de seis meses combinando exercício aeróbico com orientação comportamental produziu melhorias sustentadas nas métricas de saúde mental durante avaliações de acompanhamento. Crucialmente, essas melhorias documentadas foram explicadas por reduções mensuráveis tanto no estresse percebido quanto na frequência da ruminação negativa. Essa interação sugere que a alteração comportamental reforça as adaptações neurobiológicas subjacentes, estabelecendo um ciclo virtuoso de fortalecimento.
Do ponto de vista clínico, este corpo de evidências estabelece o exercício como uma ferramenta autorreguladora potente, capaz de complementar tratamentos de saúde mental já estabelecidos, como abordagens farmacológicas e psicológicas como a Terapia Cognitivo-Comportamental. Pesquisas indicam que o exercício de intensidade moderada aprimora a memória de trabalho, enquanto o exercício de alta intensidade pode aumentar a velocidade de processamento de informações. Um estudo clínico randomizado demonstrou que exercícios de alta intensidade podem elevar as concentrações plasmáticas de serotonina em até 7,73 vezes em adultos. A prática regular de atividades físicas, incluindo exercícios anaeróbicos como o treinamento de resistência, com regimes de pelo menos 150 minutos semanais, resulta em melhorias significativas na saúde mental.
A adaptação fisiológica resultante do exercício apoia processos aprimorados de controle cognitivo. A disciplina exigida para manter uma rotina de exercícios também fortalece a capacidade de concentração e o autocontrole, auxiliando na redução de distrações e no apoio a um desempenho mental mais consistente ao longo do dia. Embora a prescrição exata, incluindo intensidade ou duração ideais, permaneça em aberto para investigação adicional, o princípio geral de que a atividade física potencializa o bem-estar cognitivo e afetivo é robustamente sustentado pela ciência atual.
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Fontes
in.gr
ReachLink
Brainfx
PMC
Psychiatrist.com
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