Suplementação de Vitamina D Preserva Marcadores de Longevidade e Reduz Risco de Recorrência Cardíaca em Estudo de 2025

Editado por: gaya ❤️ one

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Pesquisas científicas divulgadas em 2025 indicam um impacto notável da suplementação com Vitamina D3 na modulação de indicadores biológicos associados à longevidade e à prevenção de enfermidades crônicas.

Um subestudo derivado do ensaio clínico VITAL, conduzido por instituições como Harvard e o Mass General Brigham, focou na ingestão diária de 2.000 UI de Vitamina D3 e sua relação com o encurtamento dos telômeros em leucócitos. Os participantes suplementados apresentaram uma preservação telomérica que se traduziu em aproximadamente três anos a menos de envelhecimento biológico quando comparados ao grupo placebo ao longo de quatro anos de acompanhamento. O encurtamento dessas estruturas protetoras do DNA está intrinsecamente ligado ao risco aumentado de patologias relacionadas à idade. Embora o estudo VITAL não tenha apontado efeito da suplementação com ômega-3 sobre o comprimento dos telômeros, a Vitamina D confirmou-se como um fator protetor celular relevante, somando-se a observações anteriores sobre sua correlação com a redução da incidência de câncer colorretal.

Um avanço significativo na cardiologia preventiva foi detalhado pelo ensaio clínico TARGET-D, coordenado pela Intermountain Health em Salt Lake City, Utah, cujos resultados foram apresentados nas Sessões Científicas de 2025 da American Heart Association em Nova Orleães. Este estudo de coorte acompanhou 630 pacientes com histórico de ataque cardíaco entre abril de 2017 e março de 2025, testando uma dosagem personalizada de Vitamina D3 para manter os níveis sanguíneos entre 40 e 80 ng/mL. Os pacientes que atingiram esses níveis ótimos experimentaram uma redução de 52% na incidência de ataques cardíacos recorrentes, embora não tenha havido diminuição significativa em outros eventos cardiovasculares graves como AVC ou mortalidade.

O estudo TARGET-D revelou que cerca de 85% dos participantes apresentavam níveis de Vitamina D abaixo do limiar de 40 ng/mL no início. Mais da metade dos pacientes que receberam tratamento direcionado necessitou de doses iniciais superiores a 5.000 UI/dia para atingir a meta terapêutica, um valor consideravelmente mais alto que a recomendação geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 600 UI diárias. Heidi May, epidemiologista e líder da pesquisa, enfatiza que a abordagem deve ser de suplementação supervisionada e personalizada para indivíduos de alto risco. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) sugere níveis de suficiência entre 30 a 60 ng/mL para grupos de risco, enquanto o limiar de suficiência geral pode ser aceito a partir de 20 ng/mL, indicando a complexidade na definição de um valor único. A Vitamina D, um pró-hormônio sintetizado pela exposição solar, é vital para a absorção de cálcio e função imunológica, mas a dosagem deve ser monitorada para evitar níveis acima de 100 ng/mL, que podem levar à hipercalcemia.

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Fontes

  • La Razón

  • El Radar del Rejuvenecimiento

  • NGD

  • MDPI

  • Infobae

  • Cure Compass

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