Deficiência de Vitamina D: Ligação Causal com Fadiga e Risco Aumentado de Demência
Editado por: Olga Samsonova
A Vitamina D, que atua de forma análoga a um hormônio esteroide, influencia significativamente múltiplos sistemas orgânicos, incluindo o metabolismo ósseo, a resposta imunológica e as funções cognitivas. Pesquisas recentes estabeleceram uma conexão causal entre a carência severa desta vitamina e o agravamento da fadiga, um efeito particularmente notado em mulheres de idade avançada. Esta deficiência compromete a eficiência intestinal na captação de cálcio e fósforo, um desequilíbrio que se manifesta clinicamente como dor e fraqueza muscular, exigindo avaliação clínica.
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) recomenda rotineiramente que adultos mantenham níveis ótimos, sugerindo uma ingestão diária que varia entre 1.000 e 2.000 Unidades Internacionais (UI) para a manutenção da saúde geral. Dados em expansão indicam a relevância da Vitamina D além da saúde esquelética, apontando sua importância na regulação do humor e do crescimento capilar, com níveis insuficientes correlacionados a alterações anímicas.
Achados científicos recentes ligam causalmente a deficiência acentuada a um risco elevado de desenvolvimento de demência e a uma redução mensurável nos volumes cerebrais. Cientistas postulam que, em certas coortes populacionais, até 17% dos casos de demência poderiam ser prevenidos ao assegurar um status adequado de Vitamina D. Estudos epidemiológicos, como uma análise do UK Biobank com quase 295 mil participantes, reforçam a seriedade do quadro, associando baixas concentrações do nutriente a um risco 54% superior de demência.
A suplementação precoce com Vitamina D demonstrou ser particularmente benéfica antes do início do declínio cognitivo, conforme um estudo envolvendo mais de 12 mil indivíduos. Pesquisadores do Instituto Hotchkiss Brain, da Universidade de Calgary, sugerem que a suplementação pode reduzir o risco de demência em até 40% em adultos mais velhos, com base em dados monitorados no Canadá. Essa proteção cerebral, que se estende para além da função tradicionalmente ligada à absorção de cálcio, pode envolver a mitigação de inflamações cerebrais associadas a processos degenerativos.
Apesar das evidências robustas, especialistas alertam contra a automedicação com doses elevadas, enfatizando que a determinação precisa do status vitamínico deve ser realizada por meio de exames laboratoriais confiáveis. A medição sérica da 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] é o método padrão para esta avaliação, prevenindo complicações potenciais, como o excesso de cálcio no organismo. A Vitamina D3 (colecalciferol) e a Vitamina D2 (ergocalciferol) requerem hidroxilação no fígado e, subsequentemente, no rim, para se tornarem ativas na forma de calcitriol, que regula a homeostase mineral.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a deficiência de Vitamina D seja um problema de saúde global que afeta cerca de 1 bilhão de pessoas. Em paralelo, a demência, em grande parte causada pela Doença de Alzheimer, está projetada para atingir 135,5 milhões de casos até 2050. A abordagem preventiva deve ser multifacetada, combinando níveis adequados de Vitamina D com atividade física regular e estimulação cerebral contínua para otimizar a saúde neurológica.
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Fontes
Internewscast Journal
University of South Australia
The London Osteoporosis Clinic Editorial Team
MedPodLA - Daniel, Ghiyam MD - Beverly HIlls CA 90210 - A4M
Dr. Raj Dasgupta (2026) - Sleep Advisor
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