Especialistas Alertam: Uso Noturno de Celulares Prejudica Sono e Longevidade

Editado por: Olga Samsonova

Especialistas em longevidade emitiram um alerta sobre a prática de manter dispositivos móveis próximos à cabeceira durante o período de descanso, indicando que este hábito compromete severamente o sono restaurador e a saúde cerebral. A luz azul, emitida proeminentemente por estes aparelhos, demonstrou inibir ou anular a produção de melatonina, o hormônio crucial que sinaliza ao organismo a necessidade de repouso noturno. Pesquisas científicas, incluindo estudos conduzidos em Harvard, apontam que a exposição a telas brilhantes por apenas uma a duas horas antes de dormir pode resultar em uma redução de 23% na melatonina e um atraso de 1,5 hora no ritmo circadiano, além de diminuir significativamente o sono REM.

Essa supressão hormonal ocorre mesmo quando os telefones estão configurados no modo avião ou emitindo níveis baixos de radiação, conforme apontado por especialistas. A exposição a estímulos móveis durante a noite altera os padrões das ondas cerebrais, impedindo o alcance das fases de sono profundo e, consequentemente, degradando a qualidade geral do descanso. O Dr. Diego Suárez, voz ativa no debate sobre longevidade, recomenda enfaticamente que os aparelhos sejam posicionados a uma distância mínima de dois metros da área de dormir, sustentando que o cérebro necessita de escuridão absoluta e ausência de radiação para iniciar seu processo de reparação noturna.

A interrupção da regeneração cerebral torna-se drástica com a redução dos níveis de melatonina, impactando a saúde geral e os esforços para aumentar a expectativa de vida. Um estudo da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer, que acompanhou mais de 250 mil indivíduos por anos, concluiu que o uso de celulares não está associado ao aumento do risco de tumores cerebrais, pois as frequências utilizadas estão no espectro não ionizante. O perigo, neste contexto, reside nos hábitos comportamentais associados, como a estimulação mental pelo conteúdo consumido, que impede o desligamento psicológico necessário para um sono reparador.

Para quem depende do celular como despertador, a recomendação técnica é migrar para um relógio analógico tradicional, preferencialmente um modelo com recursos de simulação de amanhecer. Aplicativos de despertadores com luz progressiva, que imitam a transição do crepúsculo, têm sido desenvolvidos para proporcionar um despertar mais suave e alinhado ao ritmo circadiano, reduzindo a sonolência matinal. O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, de Campinas, já havia alertado em pesquisa com 814 participantes entre 25 e 65 anos que a luz azul afeta o sono e pode predispor a problemas como obesidade e interferir no desenvolvimento cognitivo e motor em crianças, conforme alertas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Adicionalmente, a Mayo Clinic sugere que, se o uso for inevitável, o dispositivo deve ser mantido a uma distância mínima de 30 centímetros do rosto, embora reconheça que esta distância pode não ser suficiente para evitar a supressão da melatonina. A Dra. Lois Krahn, psiquiatra e especialista em sono da Mayo Clinic, observou que o problema reside no fato de os aparelhos modernos serem iluminados, diferentemente dos livros lidos anteriormente. A engenheira química Sônia Corazza acrescenta que o sono REM, estágio crucial para a regeneração corporal, incluindo pele e cabelo, é reduzido para apenas 10% do tempo ideal com o uso noturno excessivo de telas. A adoção de rotinas noturnas que limitem o uso de eletrônicos por pelo menos uma a duas horas antes de deitar, aliada à preferência por iluminação ambiente amarela ou avermelhada, são medidas preventivas essenciais para a otimização da saúde.

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Fontes

  • HERALDO

  • C5N

  • AS.com

  • Heraldo de Aragón

  • Información

  • National Geographic

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