Redefinição da Distribuição da Medusa Fantasma Gigante em Águas Antárticas Rasas
Editado por: Olga Samsonova
A *Stygiomedusa gigantea*, conhecida como medusa fantasma gigante, permanece uma das criaturas mais esquivas das profundezas oceânicas, com um histórico documentado de aproximadamente 126 avistamentos desde 1899, quando o primeiro espécime foi recolhido. [cite:4, cite:12, cite:6] Esta espécie maciça de cnidário, a única do seu género monotípico, *Stygiomedusa*, pertence à família Ulmaridae e é caracterizada por braços orais planos que podem exceder dez metros de comprimento. [cite:11, cite:18, cite:1] O seu sino, em forma de sino ou guarda-chuva, pode atingir mais de um metro de diâmetro. [cite:1, cite:11]
O conhecimento estabelecido sobre a distribuição vertical da *S. gigantea* está a ser reavaliado após observações recentes que desafiam a sua residência exclusiva em zonas abissais. Tradicionalmente, os registos indicavam que a medusa habitava entre 1.000 e 3.000 metros de profundidade, com algumas referências a profundidades de até 6.700 metros. [cite:1, cite:4] No entanto, investigações conduzidas ao largo da Península Antártica revelaram a sua presença em patamares significativamente mais superficiais.
Um estudo publicado na revista *Polar Research*, liderado pelo Dr. Daniel Moore, detalhou encontros com a medusa em profundidades que variavam entre os 80 e os 280 metros. [cite:1, cite:7, cite:4] Estes avistamentos ocorreram durante a temporada inaugural da Viking Expeditions na Antártida em 2022, possibilitados por submersíveis operados a partir do navio de expedição *Viking Octantis*. [cite:4, cite:6, cite:7] Os cientistas levantam a hipótese de que variações sazonais nas condições ambientais da região Antártica possam influenciar a migração vertical das presas da medusa, como pequenos peixes e crustáceos, atraindo a *S. gigantea* para zonas mais elevadas.
A exploração de águas polares com submersíveis privados, como os utilizados pela Viking, está a ser destacada como uma via promissora para a investigação biológica, permitindo o acesso a ecossistemas antes subexplorados. A coloração da espécie, que varia entre o vermelho escuro e o preto, facilita a sua camuflagem em ambientes de pouca luz. [cite:17, cite:20] Além disso, a *S. gigantea* não é conhecida por possuir células urticantes, distinguindo-se da maioria das outras medusas, e a sua dieta principal consiste em plâncton e pequenos peixes. [cite:1, cite:7]
Apesar de ter sido formalmente reconhecida como nova espécie sessenta anos após a recolha do primeiro espécime, a biologia da medusa fantasma, incluindo a sua reprodução, permanece em grande parte um mistério. A sua distribuição global abrange todos os oceanos, com a exceção notável do Oceano Ártico, e a colaboração entre entidades como o Instituto de Investigação do Aquário da Baía de Monterey (MBARI) e empresas de expedição está a expandir o entendimento sobre esta criatura. [cite:11, cite:18, cite:3]
No Golfo da Califórnia, foi documentada uma relação simbiótica onde o peixe *Thalassobathia pelagica* utiliza o sino da medusa como abrigo, sugerindo que o vasto sino oferece proteção num ambiente de águas abertas com refúgio escasso. [cite:3, cite:16]
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Fontes
Diario El Popular
MBARI
La 100
Popular Science
La República
Forbes
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