Sifonóforo Colossal Desafia Recorde de Comprimento da Baleia Azul em Águas Australianas

Editado por: Olga Samsonova

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Uma expedição de exploração em águas profundas revelou uma colônia de sifonóforo de dimensões monumentais ao largo da costa da Austrália Ocidental, levantando a possibilidade de que este organismo colonial possa deter o título de criatura mais longa do planeta. A descoberta foi feita durante a expedição "Illuminating Biodiversity of the Ningaloo Canyons", que empregou o veículo operado remotamente (ROV) SuBastian para investigar os cânions submarinos adjacentes à Costa de Ningaloo, um sítio de patrimônio mundial reconhecido pela sua biodiversidade marinha.

O espécime, pertencente ao gênero Apolemia, foi documentado em 2020 pelos pesquisadores do Schmidt Ocean Institute, em colaboração com o Western Australian Museum. O organismo gelatinoso exibiu um comprimento estimado entre 45 e 47 metros, um alcance que, em estrita medição de comprimento, supera o limite máximo tipicamente associado à Baleia Azul (Balaenoptera musculus), o maior animal em termos de massa corporal. A expedição ocorreu a bordo do navio de pesquisa R/V Falkor, navegando entre 3 de março e 4 de abril de 2020, entre Fremantle e Broome.

A Dra. Nerida Wilson, cientista-chefe do Western Australian Museum, liderou a equipe multidisciplinar que incluiu especialistas da Universidade Curtin, Geoscience Australia e Scripps Institution of Oceanography. A missão totalizou 20 mergulhos, acumulando 181 horas de exploração em profundidades que atingiram 4.500 metros. Os sifonóforos são notáveis por serem organismos coloniais, uma agregação de milhares de zooides geneticamente idênticos e especializados que se coordenam para funções vitais como propulsão e alimentação, funcionando como um superorganismo.

Esta revelação sublinha a vasta biodiversidade ainda inexplorada dos ecossistemas de águas profundas, particularmente na costa ocidental australiana, uma área do Oceano Índico com poucas oportunidades de pesquisa com ROVs dedicados. Além do sifonóforo, a equipe identificou até 30 novas espécies subaquáticas, incluindo esponjas de vidro e hidróides gigantes, sendo este o primeiro registro de hidróides gigantes na Austrália. A Dra. Wilson descreveu a visão do organismo se estendendo em espiral como um momento de grande emoção para a equipe na sala de controle do navio.

O processamento dos dados e espécimes coletados levará um tempo considerável, mas as descobertas têm implicações significativas para a compreensão e proteção desses habitats marinhos vulneráveis a pressões ambientais. A pesquisa também utilizou técnicas de DNA ambiental (eDNA) para caracterizar a biodiversidade bentônica nos Cânions Cape Range e Cloates, fornecendo um contexto regional essencial para modelar a dinâmica oceano-clima em face do aumento das concentrações de CO2.

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Fontes

  • LaRepublica.pe

  • SOI - Impact Report

  • The 13 Longest Animals Still on Earth in 2024

  • The Guardian

  • Forbes

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