Neurocientista Castellanos Propõe Respiração Consciente para Modulação Cerebral e Combate ao Esgotamento
Editado por: Elena HealthEnergy
A neurocientista Nazareth Castellanos defende que a respiração consciente oferece um caminho fisiologicamente acessível para a remodelação estrutural do cérebro e a redução do sofrimento, conforme detalhado em seus trabalhos apresentados em 2025. Sua abordagem, que une neurociência e filosofia, advoga pelo autocuidado mediado pelo processo respiratório, um conceito central em sua obra de sucesso, "El puente donde habitan las mariposas". Castellanos, que dirige as investigações no Nirakara Lab e é catedrática na Universidade Complutense de Madrid (UCM), baseia-se na premissa de que o indivíduo possui a capacidade de "esculpir" sua própria estrutura cerebral.
Esta noção encontra respaldo na célebre afirmação de Santiago Ramón y Cajal, laureado com o Nobel de Medicina em 1906 por suas pesquisas sobre o sistema nervoso: "Todo homem pode ser, se o desejar, um escultor de seu próprio cérebro". A cientista relaciona essa autotransformação à filosofia heideggeriana sobre o verdadeiro "habitar" o mundo por meio da autocompaixão. O projeto de pesquisa "Interação Cérebro-Corpo em Meditadores", coordenado por Castellanos, fornece evidências empíricas de que a simples observação da respiração intensifica a ativação do córtex cingulado anterior em comparação com outros processos mentais. Esta área é fundamental para a transição entre o processamento inconsciente e o consciente, destacando o impacto da atenção focada na respiração.
Castellanos prescreve uma técnica respiratória específica: inspirar contando até três e expirar lentamente até seis. Este padrão é conhecido por modular a amígdala, estrutura cerebral associada à ansiedade. A expiração prolongada também é objeto de estudo por suas potenciais propriedades analgésicas, com referências a pesquisas da Universidade de Tóquio sobre o manejo da dor crônica. A neurocientista expressa séria preocupação com o cenário europeu, indicando que 70% da população relata quadros de exaustão, o que a leva a defender a inclusão de práticas de consciência corporal nos currículos escolares como uma medida de saúde pública.
A pesquisadora distingue a fadiga comum do estado de "quietude sináptica", um termo neurocientífico que ela considera crucial para a reparação profunda do sistema nervoso. A relevância deste corpo de pesquisa reside em oferecer ferramentas práticas e validadas cientificamente para a melhoria da saúde mental, reconhecendo a influência tanto da intenção individual quanto das circunstâncias externas na transformação pessoal. Castellanos, com formação em Física Teórica e Doutorado em Medicina (Neurociência) pela Universidade Autónoma de Madrid (UAM), dedicou mais de duas décadas ao estudo do impacto da respiração na dinâmica neuronal.
Adicionalmente, a literatura científica apoia a importância da respiração nasal, que ativa o bulbo olfatório, estruturalmente conectado ao hipocampo, área vital para a memória e aprendizagem. A inspiração nasal atua como um "marca-passo" que organiza a atividade neuronal do hipocampo, promovendo uma dinâmica mais ordenada que favorece a atenção e a recordação. A Dra. Castellanos, que também lecionou internacionalmente, enfatiza que a respiração é o órgão de maior acesso voluntário, permitindo a alteração da atividade cerebral em tempo real. A integração da filosofia de Heidegger, focada em construir, habitar e pensar, com a plasticidade cerebral, estabelece um quadro para a reconstrução da arquitetura neuronal por meio da vontade exercida pela respiração.
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Fontes
EL PAÍS
Casa del Libro
Ediciones Siruela
PenguinRandomHouse.com
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