G7 e Aliados Discutem Preço Mínimo em Washington para Reduzir Dependência de Minerais Críticos Chineses

Editado por: gaya ❤️ one

Ministros das Finanças do G7 e nações parceiras reuniram-se em Washington na segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, para delinear intervenções de mercado destinadas a mitigar a dependência global da China em minerais críticos, como as terras raras. A reunião, convocada pelo Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, buscou estabelecer ferramentas concretas para tornar a produção mineral fora da China economicamente competitiva diante dos subsídios estatais chineses. Os participantes representam coletivamente 60% da demanda mundial por esses materiais essenciais.

O foco central das discussões foi a implementação de mecanismos como o estabelecimento de um preço mínimo coordenado para terras raras. O Secretário Bessent defendeu a necessidade de um "desriscamento prudente em vez de desacoplamento" da China, alertando que as cadeias de suprimentos atuais estão "altamente concentradas e vulneráveis a interrupções e manipulação". A urgência do encontro foi exacerbada por tensões geopolíticas recentes, incluindo controles de exportação impostos pela China contra o Japão no início de janeiro de 2026, afetando itens de uso duplo.

A delegação japonesa, liderada pela Ministra das Finanças, Satsuki Katayama, apresentou abordagens políticas de curto, médio e longo prazo que, segundo ela, obtiveram "amplo acordo". As propostas japonesas incluíram a criação de mercados baseados em padrões éticos, como o respeito às condições de trabalho e aos direitos humanos, além do uso de apoio financeiro público, incentivos fiscais e medidas comerciais. A motivação de Tóquio é sublinhada pela sua dependência de 50% a 60% de terras raras fornecidas pela China.

O Ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, confirmou que o preço mínimo foi debatido, mas ressaltou que muitas questões exigem acompanhamento entre os ministros de Relações Exteriores e de Energia. Klingbeil enfatizou a necessidade de a Europa acelerar o desenvolvimento de suas próprias fontes de suprimento, alertando contra a formação de uma coalizão explicitamente anti-China. A presença de representantes de instituições financeiras, como o JP Morgan, sinaliza o envolvimento do setor privado no planejamento de soluções.

A reunião, realizada sob a presidência rotativa do G7 pela França, marca uma transição de diálogos conceituais para a proposição de intervenções de mercado específicas. A China detém o domínio no refino de cobre, lítio, cobalto, grafite e terras raras, com taxas que variam entre 47% e 87%. A ausência de uma declaração conjunta formal, apesar do consenso sobre a necessidade de ação, reflete a complexidade de harmonizar as capacidades fiscais e as estruturas de demanda dos países participantes, mantendo o foco pragmático no mitigamento de riscos imediatos.

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Fontes

  • AsiaOne

  • Reuters

  • vertexaisearch.cloud.google.com

  • U.S. Department of the Treasury

  • Discovery Alert

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