Aderência à Dieta MIND Retarda Marcadores Estruturais do Envelhecimento Cerebral
Editado por: Olga Samsonova
Uma análise recente estabeleceu uma correlação significativa entre uma maior adesão à dieta MIND e a atenuação de alterações estruturais observadas no cérebro ao longo do tempo. Indivíduos com seguimento mais rigoroso deste padrão alimentar demonstraram uma perda consideravelmente menor de volume de matéria cinzenta.
Este benefício estrutural equivale a um adiamento de 2,5 anos no processo de envelhecimento cerebral, segundo evidências de estudos que monitorizaram a integridade estrutural por ressonância magnética entre 1999 e 2019 em participantes com cerca de 60 anos no início da investigação. Adicionalmente, a observação mais estrita dos preceitos da dieta MIND correlacionou-se com uma expansão mais lenta do volume ventricular total, sugerindo um retardo adicional de um ano no envelhecimento neural.
A dieta MIND, acrônimo para Intervenção Mediterrânea-DASH para Atraso Neurodegenerativo, integra elementos das dietas Mediterrânea e DASH, focando na otimização da saúde cognitiva e na prevenção de condições como o Alzheimer. O regime enfatiza o consumo proeminente de vegetais de folha verde-escura, como espinafre e couve, juntamente com frutas vermelhas, azeite de oliva e fontes de proteína magra, como peixes ricos em ômega-3, consumidos pelo menos duas vezes por semana. Em contrapartida, o plano advoga pela limitação de alimentos como produtos fritos, doces, manteiga, queijos e carnes vermelhas.
A Dra. Uma Naidoo, do Massachusetts General Hospital, destaca que compostos como polifenóis e outros antioxidantes, abundantes em vegetais, são cruciais para preservar o volume do hipocampo e a integridade da substância branca cerebral. Os mecanismos biológicos subjacentes parecem residir na capacidade desses nutrientes de combater a inflamação e o stress oxidativo, fatores que contribuem para a disfunção e morte celular neuronal.
Investigações anteriores, como as conduzidas por Martha Clare Morris na Rush University, que descreveu a dieta pela primeira vez em 2015, já haviam associado a adesão a padrões alimentares semelhantes a melhor cognição global e menor declínio ao longo do tempo em diversas populações, incluindo adultos porto-riquenhos em Boston e idosos na China. Um estudo da Coorte Multiétnica (MEC), liderado pelo Centro de Câncer da Universidade do Havaí, demonstrou que aqueles que melhoraram sua adesão à dieta MIND ao longo de dez anos apresentaram um risco 25% menor de desenvolver demência. A Dra. Song-Yi Park, autora principal desse estudo, ressalta que intervenções nutricionais positivas, mesmo iniciadas na meia-idade ou terceira idade, podem exercer um efeito protetor significativo.
Embora um ensaio clínico randomizado recente com 604 participantes com excesso de peso e histórico familiar de Alzheimer tenha mostrado melhorias estruturais no grupo MIND em comparação com o controle, os resultados foram notáveis pois o grupo controle também apresentou melhorias em grau semelhante. Contudo, a Dra. Puja Agarwal, pesquisadora de saúde nutricional do Rush University Medical Center, aponta que, devido à complexidade dos padrões alimentares, ensaios clínicos podem não capturar totalmente os benefícios a longo prazo, sugerindo que a dieta MIND provavelmente beneficia a saúde cerebral quando seguida por décadas. A facilidade de implementação, sem a necessidade de contagem rigorosa de calorias, posiciona a dieta MIND como uma estratégia dietética promissora para a saúde cerebral a longo prazo.
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Fontes
www.topontiki.gr
News-Medical.Net
The Resident
KRDO
Framingham Today
Science Media Centre
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