Cavala Afirma-se Como Fonte Primordial e Sustentável de Ómega-3 para a Nutrição
Editado por: Olga Samsonova
A cavala, cientificamente designada *Scomber scombrus*, consolida-se como um pilar fundamental na nutrição projetada para 2026, superando a sardinha em termos de sustentabilidade percebida como fonte essencial de ácidos gordos ómega-3. Este peixe azul, abundante em regiões costeiras como o Atlântico, é reconhecido pela sua densidade nutricional superior em comparação com alternativas como o salmão. A sua ascensão reflete uma mudança na procura global por alimentos que conciliem alta qualidade nutricional com responsabilidade ecológica, um tema central em relatórios internacionais sobre segurança alimentar.
O perfil lipídico da cavala é notável pela alta concentração dos ácidos gordos EPA (ácido eicosapentaenoico) e DHA (ácido docosahexaenoico). Estes componentes bioativos estão diretamente associados à proteção cardiovascular, à modulação de processos inflamatórios e ao suporte da função cognitiva. Adicionalmente, a cavala fornece um espectro completo de micronutrientes vitais, incluindo Proteína de alto valor biológico, Vitamina D, essencial para a imunidade e saúde óssea, Vitamina B12, crucial para o sistema neurológico, e o mineral selénio, um potente antioxidante. Estudos indicam que uma porção de 15 gramas de cavala pode ser suficiente para atingir a dose diária recomendada de 500mg de ómega-3.
A preferência pela cavala sobre predadores maiores, como o atum, é justificada pela sua menor tendência para acumular mercúrio, o que a torna recomendada para consumo frequente, inclusive em Portugal. Em território nacional, a cavala possui uma longa tradição, tendo chegado a ocupar o primeiro lugar no *ranking* de espécies mais desembarcadas entre 2012 e 2015, sendo a sua pesca predominantemente efetuada por cerco ao longo do ano, com intensificação nos meses de verão e outono. A valorização deste recurso, atualmente sem restrições de contingente, visa aumentar o rendimento dos pescadores e fomentar o desenvolvimento das comunidades piscatórias locais.
A sustentabilidade da cavala diferencia-a da sardinha, cuja maturação sexual tardia, após os três anos de idade, a torna mais vulnerável à sobrepesca antes da reprodução. Embora a sardinha seja tradicionalmente celebrada, especialmente durante os Santos Populares em Portugal (junho a agosto), a cavala apresenta uma maturação mais precoce, conferindo-lhe maior resiliência populacional sob pressão comercial. A inclusão da cavala na dieta, frequentemente mais acessível em custo do que o salmão, é vista como uma estratégia para a saúde pública e economia doméstica.
No domínio culinário, a versatilidade da cavala é celebrada em Portugal, exemplificada pela receita 'Cavalas à Tanoeiro'. Esta preparação preconiza métodos de confeção rápidos, como o cozimento em meio líquido com temperos aromáticos — incluindo cebola, alho, pimentos, vinho branco e polpa de tomate — finalizando com azeite. A reintrodução de alimentos tradicionais e de custo-benefício favorável, como a cavala, é encarada como uma via direta para a elevação da qualidade alimentar global, alinhada com a necessidade de aumentar a produção sustentável de pescado. A Docapesca tem promovido ativamente a cavala desde 2012 através da Campanha da Cavala, em parceria com municípios e *Chefs*, para explorar o seu potencial gastronómico em refeições rápidas e nutritivas.
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Fontes
ND
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Vitat
A Pitada do Pai
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DGAV
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