Gengibre e Especiarias Oferecem Benefícios Triplos no Manejo do Diabetes Tipo 2

Editado por: Olga Samsonova

Análises recentes destacam o gengibre como um fitoterápico fundamental no gerenciamento de marcadores associados ao Diabetes Mellitus Tipo 2. Este rizoma, originário da Ásia e com uso histórico em diversas regiões, contém compostos bioativos que exercem um impacto multifacetado na saúde metabólica. Os polifenóis presentes, notadamente o gingerol e o shogaol, são reconhecidos por suas propriedades anti-inflamatórias e pela capacidade de melhorar a sensibilidade à insulina, um fator essencial no controle da glicemia.

Um estudo clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, que incluiu pesquisadores como Gerdane Celene Nunes Carvalho, demonstrou a eficácia da suplementação. A administração diária de 1,2 gramas de gengibre em pó durante 90 dias resultou em uma redução significativa na glicemia de jejum, nos níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) e nos níveis de insulina, em comparação com o grupo placebo. Adicionalmente, ensaios em ratos diabéticos indicaram que o extrato de gengibre pode reverter a proteinúria, uma complicação renal comum, e diminuir os níveis de colesterol e triglicerídeos.

O espectro de ação do gengibre abrange o combate à inflamação crônica subclínica, frequentemente associada à resistência à insulina. Compostos bioativos atuam como inibidores de enzimas como a α-glicosidase, α-amilase e ciclooxigenase, que estão ligadas ao estresse oxidativo e à inflamação. Estudos também sugerem que o gengibre pode aumentar a captação de glicose pelos tecidos periféricos e auxiliar na proteção contra complicações específicas do diabetes, como a nefropatia diabética e a formação de cataratas, devido à sua ação antioxidante.

Outras especiarias comumente integradas à Dieta Mediterrânea também exibem benefícios no controle glicêmico, reforçando uma abordagem dietética integrada. Açafrão, canela, açafrão-da-terra (cúrcuma) e cominho preto demonstraram efeitos positivos sinérgicos. A Dieta Mediterrânea, que prioriza atividade física, gorduras saudáveis, fibras, frutas, vegetais e especiarias, tem sido associada à redução de 28% no risco de eventos cardiovasculares em mulheres, segundo um estudo de coorte com mais de 25.000 participantes.

As dosagens de gengibre que apresentaram os efeitos mais pronunciados nos marcadores metabólicos situaram-se entre 600 e 3000 mg diários, conforme revisões de literatura. É fundamental considerar que o uso dessas especiarias deve ser encarado como terapia complementar e adjuvante, e não como substituto para o tratamento convencional prescrito por um profissional de saúde. A integração dessas descobertas em um plano alimentar estruturado, como o mediterrâneo, exige acompanhamento médico individualizado para ajustes na prescrição.

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Fontes

  • znaj.ua

  • Access Medical Labs Blogs

  • Surrey Live

  • MDPI

  • Bali clinic

  • Healthline

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