Gengibre: Benefícios Anti-inflamatórios e Digestivos Confirmados por Estudos Científicos

Editado por: Olga Samsonova

O rizoma de gengibre, cientificamente reconhecido pela presença de compostos bioativos como gingeróis e shogaóis, mantém sua relevância como um alimento de consumo diário, apresentando notáveis ações anti-inflamatórias, digestivas e antioxidantes no organismo humano. Pesquisas recentes, incluindo estudos conduzidos por cientistas da Universidade da Geórgia, confirmaram que a ingestão rotineira desta raiz pode modular a resposta inflamatória desencadeada pelo esforço físico.

Um estudo específico envolvendo 74 adultos demonstrou que a administração diária de dois gramas de gengibre, mantida por onze dias consecutivos, resultou em uma redução de até 25% na percepção de dor muscular nas 24 horas subsequentes a exercícios extenuantes nos membros superiores. Esta capacidade de mitigar a dor pós-exercício, decorrente de microlesões e da subsequente inflamação, é um dos benefícios mais concretos do gengibre, conforme detalhado em publicações como o The Journal of Pain. Adicionalmente, o gengibre, pertencente à mesma família do açafrão, contém óleos voláteis com efeitos analgésicos e sedativos, e sua ação anti-inflamatória é objeto de investigação para auxiliar em condições como a osteoartrite.

A Universidade do Colorado e a Universidade de Michigan identificaram mecanismos biológicos que sustentam essas propriedades, sugerindo que o gingerol atua na redução de citocinas pró-inflamatórias, servindo como um coadjuvante em processos inflamatórios agudos e crônicos. No âmbito metabólico, o gengibre é valorizado por suas qualidades termogênicas, que auxiliam na aceleração do metabolismo e na queima calórica, inserindo-o em estratégias de controle de peso, embora não deva ser considerado uma solução isolada. Estudos mais amplos, como um acompanhamento de 90 dias em indivíduos com diabetes tipo II, indicaram que o consumo regular pode contribuir para a diminuição dos níveis de insulina e colesterol, reforçando seu papel no suporte à vitalidade geral.

A planta, originária de regiões como Índia, China e Ilha de Java, foi introduzida na Europa durante as Cruzadas e chegou ao Brasil por volta do século XVI, sendo atualmente cultivada em estados como Paraná e São Paulo. A integração do gengibre na dieta diária para obter esses benefícios pode ser realizada por meio de métodos culinários acessíveis e saborosos, aproveitando sua versatilidade. A raiz, consumida fresca, seca ou em pó, é um elemento central na culinária asiática, utilizada para equilibrar sabores e neutralizar o paladar entre pratos, como o gari (gengibre em conserva) na culinária japonesa.

Sugestões práticas incluem a preparação de infusões com limão e mel, um clássico para digestão e conforto respiratório, ou a incorporação de gengibre fresco ralado em preparações quentes como sopas e caldos, técnica comum na gastronomia chinesa para realçar carnes e frutos do mar. Para maximizar a experiência sensorial e nutricional, especialistas em culinária asiática recomendam ralar o gengibre fresco no momento do uso, visto que ele pode perder até 40% do sabor em dez minutos, e armazená-lo inteiro na geladeira por até três semanas. O consumo moderado é fundamental, pois, apesar de ser um excelente digestivo e estimulante metabólico, o uso excessivo pode elevar a pressão arterial, exigindo cautela em indivíduos hipertensos. Desta forma, o gengibre se estabelece como um pilar da saúde preventiva, apoiando o metabolismo e a recuperação física quando inserido com consistência e critério na rotina alimentar.

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Fontes

  • ElNacional.cat

  • Brieflands

  • vertexaisearch.cloud.google.com

  • News-Medical

  • Fit&Well

  • New Hope Network

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