Venezuela Aprueba Reforma Petrolera que Mitiga Control Estatal en Contexto Geopolítico

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A Assembleia Nacional da Venezuela sancionou na quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, a reforma da Lei Orgânica de Hidrocarbonetos, um movimento legislativo que flexibiliza significativamente o controle estatal sobre o recurso petrolífero, mantido por mais de duas décadas. A nova legislação, promulgada pela Presidente interina Delcy Rodríguez, reverte preceitos socialistas estabelecidos originalmente na lei de 2001 e reforçados em 2006 durante a gestão de Hugo Chávez. A medida permite uma maior participação de capital privado e estrangeiro em atividades primárias como exploração e extração, abrindo caminho para empresas privadas domiciliadas na República através de contratos específicos com empresas estatais.

O contexto desta aprovação é marcado por eventos recentes de grande impacto: a legislação foi sancionada menos de um mês após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro de 2026. Delcy Rodríguez, que assumiu a presidência interina em 5 de janeiro, apresentou a medida como uma garantia para o futuro da nação. Paralelamente à ação legislativa, o Departamento do Tesouro dos EUA iniciou um alívio das sanções através da Licença Geral N.º 46, autorizando transações relacionadas ao petróleo venezuelano, embora impondo restrições geopolíticas claras ao proibir transações com entidades da China, Rússia, Irã ou Cuba.

A reforma visa explicitamente restaurar a confiança dos investidores, um fator crucial dado o declínio da produção petrolífera venezuelana, que se situava em aproximadamente 742.000 barris diários em 2025, um valor muito inferior aos 3,4 milhões registrados em 1998. O presidente da AN, Jorge Rodríguez Gómez, expressou a expectativa oficial de que a abertura resulte em uma "explosão positiva da investimento e da produção petrolífera", estabelecendo a meta ambiciosa de um aumento de 18 por cento na produção para o ano de 2026 em comparação com o ano anterior. A lei, aprovada também pela bancada opositora, introduz um novo Imposto Integrado de Hidrocarbonetos com uma alíquota de até 15 por cento sobre as receitas brutas e permite a resolução de disputas legais por meio de arbitragem internacional.

Apesar das mudanças internas, analistas mantêm cautela sobre a suficiência das medidas para assegurar investimentos substanciais a longo prazo. A administração de Donald Trump declarou a intenção de gerir as vendas de petróleo venezuelano indefinidamente para alinhar as receitas com os objetivos de política externa dos EUA. Este cenário complexo, onde a liberalização interna se cruza com a supervisão externa, define o novo capítulo para a Venezuela, país que detém cerca de 17 por cento das reservas mundiais de petróleo, e que vincula a revitalização de sua infraestrutura energética a um potencial investimento de 100.000 milhões de dólares, conforme mencionado pelo presidente Trump.

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Fontes

  • Deutsche Welle

  • News4JAX

  • The Associated Press

  • Daily Sabah

  • FastBull

  • Stabroek News

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