Perfil Nutricional da Carne Equina a Posiciona como Alternativa à Carne Bovina
Editado por: Olga Samsonova
A carne equina está ganhando destaque em mercados específicos como uma alternativa dietética devido ao seu perfil nutricional distinto em comparação com a carne bovina. Em países como Japão, França e Bélgica, esta proteína é valorizada como uma fonte alimentar de alta densidade nutritiva. Pesquisas científicas indicam que a carne de cavalo exibe um teor proteico superior e um teor lipídico consideravelmente menor, especialmente em gorduras saturadas, quando comparada à carne bovina.
Um fator nutricional significativo é o teor de ferro biodisponível na carne equina, que pode ser quase o dobro do encontrado na carne bovina, beneficiando diretamente indivíduos com quadros de anemia. Adicionalmente, a composição da carne equina inclui quantidades notáveis de ácidos graxos Ômega-3, essenciais para a saúde cardiovascular, e glicogênio natural, que auxilia na rápida reposição de energia, componentes estes menos presentes na carne bovina. Estudos demonstram que a carne equina possui uma proporção maior de ácidos graxos insaturados, classificados como gordura saudável, o que resulta em índices de aterogeneicidade atenuados em relação às carnes bovina e ovina, sendo recomendada para crianças, atletas e idosos.
Culturalmente, o preparo da carne equina varia globalmente. No Japão, é consumida crua na forma de Basashi, um tipo de sashimi, enquanto na França e na Bélgica, seu caráter magro a torna indicada para a recuperação física. No Noroeste do Vietnã, a tradição culinária do thắng cố, um cozido que incorpora carne de cavalo, ainda é mantida. Historicamente na Europa, o consumo foi proibido pelo Papa Zacarias no século VIII, retornando à normalidade apenas no século XIX, muitas vezes associado a períodos de conflito.
O Brasil, apesar de manter um forte apego cultural ao animal, figura entre os maiores exportadores mundiais de carne equina, com toda a produção nacional destinada ao mercado externo, incluindo China, Rússia e Hong Kong. A legislação brasileira, por meio do Decreto 9.013 de 2017, classifica os equinos como espécies de açougue, permitindo o abate em estabelecimentos fiscalizados pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). Atualmente, apenas cinco propriedades no país detêm registro no SIF para este fim, situadas na Bahia (três), Minas Gerais (uma) e Rio Grande do Sul (uma).
Do ponto de vista organoléptico, a carne equina é caracterizada como muito tenra devido ao colágeno polimerizado, apresentando um sabor levemente mais adocicado que o da carne bovina e uma coloração mais avermelhada devido à alta concentração de mioglobina. Uma pesquisa de 2015, conduzida por Rhayana Grosskopf da Udesc Oeste, confirmou estas características, embora tenha ressaltado que a vida de prateleira da carne equina é inferior à da bovina. Em resumo, a carne de cavalo constitui uma alternativa nutricionalmente rica, desde que as diretrizes rigorosas de origem e preparo sejam seguidas, embora se aconselhe cautela para indivíduos com distúrbios relacionados ao ácido úrico.
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Fontes
VietNamNet News
An ninh Thủ đô
Tạp chí Khoa học phổ thông - Sống Xanh
Danviet.vn
Bệnh viện Đại học Y Dược TPHCM - Cơ sở 3
PHUNUTODAY
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