Estudo de 2018 com Orca Wikie Demonstra Capacidade de Mimetizar Fala Humana

Editado por: Olga Samsonova

A investigação científica de 2018, centrada na orca fêmea denominada Wikie, que demonstrou a capacidade de replicar vocalizações humanas como "olá", tem motivado um renovado interesse no cenário digital em 2026. Este estudo seminal, fruto de uma colaboração internacional entre cientistas da Universidade de St Andrews e da Universidade Complutense de Madrid, tinha como objetivo primordial testar os limites da flexibilidade cognitiva e da aprendizagem vocal em orcas, especificamente a habilidade de copiar sons que se encontram fora do seu repertório vocal natural.

A orca Wikie, residente no Marineland Aquarium em Antibes, França, foi submetida a testes rigorosos para avaliar sua plasticidade neural. Os pesquisadores, incluindo o Professor Josep Call da Escola de Psicologia e Neurociência da Universidade de St Andrews, selecionaram intencionalmente palavras sem significado intrínseco para o animal, como "Amy" — o nome de sua tratadora —, "adeus" e a contagem "um, dois, três". Esta seleção visava garantir que qualquer reprodução fosse um ato de imitação pura, e não uma resposta condicionada a um significado conhecido.

Em diversas tentativas, Wikie produziu cópias reconhecíveis, com algumas das imitações mais convincentes sendo alcançadas logo na primeira exposição, fornecendo evidências da aptidão das orcas para assimilar novos sons. Este achado é significativo, pois a produção de vocalizações por cetáceos é realizada através das passagens nasais, diferentemente dos humanos que utilizam a laringe, tornando o feito acústico de Wikie particularmente notável. A pesquisa de 2018 também explorou a capacidade de Wikie de imitar sons de outras orcas com dialetos desconhecidos e sons não-conspecíficos, como um "assobio" ou o ato de "soprar uma bexiga".

A capacidade de imitação de sons não familiares, tanto humanos quanto de outros membros da espécie, sugere um mecanismo de aprendizagem vocal que pode ser a base para a transmissão e desenvolvimento dos dialetos distintos observados em diferentes grupos de orcas selvagens. O estudo, publicado no periódico Proceedings of the Royal Society B, foi validado por seis juízes independentes que compararam as gravações de Wikie com os sons originais sem conhecimento prévio do conteúdo. Embora algumas tentativas, como o "olá", tenham sido reproduzidas com sucesso em mais de 50% das vezes em ensaios subsequentes, os cientistas mantiveram cautela ao afirmar que a mímica implicava compreensão semântica.

A descoberta sublinha a alta plasticidade neural das orcas, colocando-as entre os poucos mamíferos, além dos humanos, capazes de aprender novos sons simplesmente por ouvi-los. O contexto mais amplo da aprendizagem vocal em cetáceos revela que orcas isoladas ou socializadas com outras espécies, como leões-marinhos ou golfinhos-nariz-de-garrafa, demonstraram mudanças em seus repertórios vocais, incluindo a imitação de latidos de leões-marinhos. A pesquisa de 2018 estabeleceu um marco ao documentar, de forma controlada, a imitação de fala humana por uma orca, expandindo a compreensão sobre a complexidade comunicativa destes predadores de topo.

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Fontes

  • Noticias de Venezuela y el Mundo - Caraota Digital

  • Current time information in Fife, GB

  • The Washington Post

  • Live Science

  • LA NACION

  • PubMed

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