Biometria da Impressão Nasal Canina: Uma Alternativa à Identificação por Microchip
Editado por: Olga Samsonova
A superfície do focinho de um cão apresenta um arranjo único de sulcos e cristas no rinário, constituindo uma impressão nasal com precisão biométrica. Pesquisas científicas indicam que esses padrões se formam durante o desenvolvimento embrionário e permanecem estáveis durante toda a vida do animal, independentemente da raça ou idade.
Esta característica, comparável à impressão digital humana, está a ser integrada em programas de gestão e bem-estar animal. O avanço tecnológico atual, que combina câmeras de alta resolução com algoritmos de Inteligência Artificial (IA), possibilita a aplicação prática na localização de animais perdidos. O processo requer que o tutor capture uma imagem nítida do focinho para que plataformas especializadas gerem um código biométrico exclusivo por reconhecimento de imagem.
A Coreia do Sul, desde 2019, tem colaborado com o iSciLab no desenvolvimento e teste desta tecnologia nasal, com previsão de comercialização e inclusão como método oficial de registo canino em 2024, com um custo estimado de 14 euros por animal. Empresas como a Petnow já comercializaram a inovação, visando construir um mundo sem animais perdidos ao oferecer uma alternativa não invasiva aos microchips, que podem sofrer danos ou extravio. No início de 2026, a plataforma Petnow registrava mais de 1,2 milhão de animais em 15 países, com modelos avançados como o DNNetV2 alcançando até 99,8% de precisão em estudos acadêmicos.
A startup chinesa Megvii adaptou sua experiência em reconhecimento facial humano para criar um algoritmo que identifica cães com uma taxa de correspondência de 95% de sucesso, utilizando a câmara de um smartphone para digitalizar o padrão nasal. Na China, a Megvii planeia usar o reconhecimento nasal para reencontrar animais e como ferramenta de registo, com potencial para identificar maus-tratos. A tecnologia da Petnow já é aplicada por seguradoras e departamentos governamentais de animais na Coreia do Sul, Estados Unidos, Canadá e França para gestão de clientes.
Esta abordagem biométrica representa uma evolução em relação aos métodos tradicionais, como coleiras e microchips, que apresentam limitações de invasividade ou durabilidade. A facilidade de acesso à informação, possibilitada pela captura da impressão nasal via smartphone, confere uma vantagem operacional. O objetivo de empresas como a Petnow é estabelecer a biometria nasal como um padrão global na indústria de cuidados animais, promovendo um ecossistema mais conectado e seguro para animais de companhia e seus tutores.
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Fontes
Daily Mail Online
Terra
News.com.au
RTL.nl
Cornwall Live
Cornwall Live
Falmouth Packet
Cornwall Live
GOV.UK
The Smart Snout
The Smart Snout
Freethink Media
Reuters
Animal Wellness Academy
RSPCA South Australia
RSPCA South Australia
RSPCA South Australia
RSPCA South Australia
Dagelijkse Standaard
The Times of India
Xinhua
The Associated Press
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