EUA Reiteram Intenção de Controle sobre Groenlândia e Venezuela, Elevando Tensão na OTAN
Editado por: Tatyana Hurynovich
O Presidente Donald Trump, em 9 de janeiro de 2026, reafirmou a determinação dos Estados Unidos em assegurar o controle sobre a Groenlândia e a Venezuela, com o objetivo explícito de neutralizar a crescente influência russa ou chinesa em ambas as regiões. A declaração sobre o território ártico incluiu a afirmação de que a aquisição ocorreria "quer queiram, quer não", uma postura unilateral que espelha a recente ação na América do Sul.
Este episódio ocorre logo após uma operação militar conduzida pelos EUA em 3 de janeiro de 2026, que resultou na captura do Presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas. Analistas apontam este evento como um marco na política externa americana recente e um desafio direto às normas internacionais. O contexto da declaração de Trump sobre a Groenlândia surgiu durante uma reunião com executivos do setor petrolífero, onde se discutiam investimentos na Venezuela, evidenciando a ligação entre seus objetivos estratégicos.
A soberania da Dinamarca sobre a Groenlândia é um fato reconhecido internacionalmente, inclusive por uma decisão do Tribunal Internacional Permanente de Justiça de 1933. Contudo, a administração Trump não descartou o uso da força, levando a Dinamarca a classificar os EUA como uma potencial ameaça à sua segurança nacional no mês anterior. Em resposta, o Primeiro-Ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, que assumiu em abril de 2025, emitiu uma declaração conjunta com outros quatro líderes partidários rejeitando categoricamente qualquer imposição de controle, defendendo o direito inalienável à autodeterminação do povo groenlandês, em linha com a legislação de autonomia de 2009.
A reação europeia foi de alarme imediato. Nações como Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha e a própria Dinamarca emitiram um comunicado conjunto sublinhando que o futuro da Groenlândia é uma decisão exclusiva da Dinamarca e dos groenlandeses. As implicações para a coesão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) foram levantadas, com a Primeira-Ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertando que uma postura agressiva dos EUA, especialmente se envolvesse um ataque militar a um território aliado, poderia levar ao fim da aliança.
Paralelamente, a remoção forçada de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, para os EUA, onde responderão a acusações criminais, gerou condenações internacionais por violar a soberania venezuelana. O Brasil, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, classificou a ação como uma afronta grave, levando o tema ao Conselho de Segurança da ONU. A Vice-Presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, assumiu interinamente o cargo, denunciando o ato como um sequestro, enquanto o Tribunal Supremo de Justiça confirmou sua posse interina. A situação sinaliza um período de intensa fricção nas relações internacionais, testando os limites da soberania e da ordem multilateral estabelecida.
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Fontes
Fox News
Fox News
SDG News
News On AIR
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