Três Nações Realizam Simultaneamente Eleições Contestadas em Meio a Conflito e Baixa Participação
Editado por: gaya ❤️ one
O domingo, 28 de dezembro de 2025, tornou-se um marco na geopolítica global, com Mianmar, a República Centro-Africana (RCA) e a Costa do Marfim realizando votações cruciais sob um pano de fundo comum de alegações de ilegitimidade, repressão e baixa participação popular. Estes pleitos, distintos em seus contextos regionais, refletem um padrão de processos eleitorais utilizados para a consolidação de poder por regimes estabelecidos ou autoritários.
Em Mianmar, a junta militar, por meio da Comissão de Segurança e Paz do Estado (SSPC), iniciou uma eleição geral em três fases, apresentada como um retorno à democracia após o golpe de fevereiro de 2021 contra o governo civil de Aung San Suu Kyi, que permanece detida. A primeira fase, realizada na data, cobriu 102 dos 330 municípios, incluindo Naypyidaw, Yangon e Mandalay. O processo excluiu áreas significativas controladas por grupos rebeldes, o que sublinha o controle territorial limitado do exército. O General Sênior Min Aung Hlaing declarou o pleito como "livre e justo", enquanto o Alto Comissariado da ONU, sob a liderança de Volker Türk, notou que as eleições ocorreram em um ambiente de violência e coerção. Quatro mil oitocentas e sessenta candidaturas de 57 partidos competiram, mas apenas seis puderam concorrer em nível nacional, com o Partido da União, Solidariedade e Desenvolvimento (USDP), pró-militar, sendo um dos principais concorrentes. Mais de 200 pessoas foram processadas por perturbação eleitoral, e as estimativas da ONU apontam que mais de 16 milhões de pessoas necessitarão de assistência vital em 2026.
A República Centro-Africana (RCA) realizou um pleito quádruplo, englobando disputas presidenciais, legislativas, regionais e municipais. O Presidente incumbente, Faustin-Archange Touadéra, no poder desde 2016, buscou um controverso terceiro mandato, possibilitado por uma revisão constitucional em 2023 que eliminou os limites de mandato. A votação contou com o apoio de forças de segurança russas e ruandesas. Facções da oposição, como o Bloco Republicano pela Defesa da Constituição (BRDC), optaram pelo boicote, alegando um ambiente desigual. Touadéra, de 68 anos, enquadrou o pleito como um indicador de segurança estabilizada, citando melhorias na infraestrutura. Cerca de 2,39 milhões de eleitores estavam registrados, com resultados provisórios previstos para 5 de janeiro de 2026. Opositores como Anicet-Georges Dologuélé e Henri-Marie Dondra relataram obstrução durante suas campanhas, enquanto analistas políticos descreveram os comícios de Touadéra como "orquestrados".
Na Costa do Marfim, a eleição parlamentar visava renovar os 255 assentos da Assembleia Nacional, ocorrendo apenas dois meses após a reeleição presidencial de Alassane Ouattara, de 83 anos, em outubro de 2025, na qual os principais opositores foram excluídos. As legislativas, antecipadas de março de 2026, foram marcadas por uma participação notavelmente baixa, com a taxa provisória de 32,35% registrada em 28 de dezembro, abaixo dos 37,88% de 2021. Em certas assembleias de voto em Abidjan, a adesão ao meio-dia foi inferior a 100 dos 400 eleitores registrados. O partido no poder, o Agrupamento dos Houphouëtistas pela Democracia e a Paz (RHDP), enfrentou acusações de coleta ilegal de dados de eleitores e suborno. O chefe da Comissão Eleitoral Independente (CEI), Ibrahime Kuibiert Coulibaly, confirmou pequenos confrontos, mas afirmou que não impactaram o processo geral. Mais de 2.700 candidatos disputaram os mandatos de cinco anos, mas a baixa adesão levanta questões sobre a legitimidade do mandato que o RHDP buscará consolidar.
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Fontes
Deutsche Welle
Daily Mail Online
Daily Mail Online
US-ASEAN Business Council
The Guardian
United Nations News
Council on Foreign Relations
Mothership.SG
Associated Press
The Straits Times
Reuters
CGTN
Afriquinfos
Ivory Coast parliamentary elections draw low turnout | International | Bangladesh Sangbad Sangstha (BSS)
Ivory Coast president seeks parliament majority in election - Arab News
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