Cientistas chineses apresentaram uma proposta para a missão CROWN/Apophis, com o objetivo de observar o asteroide Apophis durante sua próxima passagem próxima à Terra em 2029. A missão planeja enviar uma espaçonave para monitorar o asteroide após seu encontro com o planeta, utilizando dois satélites menores posicionados no ponto de Lagrange L1 Sol-Terra. Estes satélites manobrarão para interceptar o Apophis.
O asteroide Apophis passará a uma distância estimada de 31.600 quilômetros da Terra em 13 de abril de 2029. Este evento representa a aproximação mais próxima já registrada de um asteroide de seu porte, sendo um momento crucial para a ciência e a defesa planetária. Agências como a ESA e a NASA também planejam missões para estudar o Apophis, com a NASA redirecionando a missão OSIRIS-APEX e a ESA enviando a missão RAMSES.
A missão CROWN/Apophis faz parte de um esforço mais amplo da China em defesa planetária, visando aprimorar a capacidade de detecção e rastreamento de objetos próximos à Terra (NEOs). O projeto CROWN prevê a implantação de seis satélites de reconhecimento em órbitas heliocêntricas para expandir as capacidades de busca e monitoramento de NEOs.
A espaçonave principal da CROWN/Apophis terá 44 kg e será equipada com sistemas de propulsão química e iônica combinados. Seus instrumentos incluirão câmeras, um sistema de medição de alcance/Doppler por micro-ondas e um radar de baixa frequência. Um cubesat de 8 kg acompanhará a missão principal para coletar dados detalhados durante o sobrevoo do Apophis.
Em paralelo, a China tem intensificado seus esforços em defesa planetária. Em setembro de 2025, foram anunciados planos para uma missão de demonstração de impacto cinético, visando testar a viabilidade de defender a Terra contra asteroides perigosos. Esta missão utilizará um modelo de "sobrevoo-impacto-sobrevoo", com uma espaçonave observadora e outra impactora.
Adicionalmente, em fevereiro de 2025, a China iniciou o recrutamento para uma força de defesa planetária, responsável por monitorar asteroides próximos à Terra e desenvolver sistemas de alerta precoce. Essas iniciativas demonstram a abordagem proativa da China na defesa planetária e seu compromisso crescente com a segurança da Terra contra impactos celestes.
A descoberta do asteroide Apophis em 2004 gerou preocupações sobre um possível impacto, mas observações posteriores descartaram qualquer risco de impacto nos próximos 100 anos. A aproximação de 2029, no entanto, oferece uma oportunidade científica sem precedentes.


