Estratégias Nutricionais de Inverno para Otimizar a Imunidade e o Aquecimento Corporal
Editado por: Olga Samsonova
Especialistas em nutrição enfatizam a incorporação de alimentos quentes e densos em nutrientes na rotina alimentar durante os meses frios, visando otimizar as defesas naturais do organismo. Esta abordagem sazonal prepara o corpo para a maior vulnerabilidade a infecções respiratórias que acompanha as baixas temperaturas, sendo a seleção criteriosa de ingredientes fundamental para manter o equilíbrio fisiológico e a vitalidade geral na estação de menor incidência solar.
A manutenção de uma ingestão calórica adequada, proveniente de fontes ricas em micronutrientes, constitui um pilar desta estratégia preventiva. As recomendações dietéticas centrais incluem o consumo estratégico de especiarias com efeito termogênico, como gengibre e canela, e o aporte de frutas cítricas, notáveis pelo alto teor de Vitamina C, um cofator essencial para a função imune. O incentivo estende-se a oleaginosas, como nozes e amêndoas, e a grãos integrais, como aveia e quinoa, para fornecer energia sustentada e um suprimento constante de fibras. A tangerina, por exemplo, além de ser fonte de Vitamina C, A, B1, B9, potássio e flavonoides, confere ação anti-inflamatória benéfica ao sistema imunológico.
Um foco significativo é direcionado à saúde gastrointestinal, reconhecida como eixo central da resposta imune, dado que aproximadamente 70% das células imunológicas residem no trato gastrointestinal. Alimentos fermentados, como chucrute, iogurte natural, kefir e kombuchá, são vitais para nutrir a microbiota intestinal com probióticos, ajudando a equilibrar a flora e a fortalecer a barreira intestinal contra patógenos. O desequilíbrio bacteriano, ou disbiose, pode aumentar a permeabilidade intestinal, facilitando a passagem de moléculas que desencadeiam respostas inflamatórias prejudiciais ao sistema de defesa.
Para garantir a energia e a reposição mineral necessárias, a ingestão de caldos quentes e sopas à base de leguminosas, como lentilhas, é aconselhada, pois oferecem conforto térmico e densidade nutricional. Legumes de inverno, como a abóbora, são fontes ricas em fibras e Vitamina C, auxiliando a digestão e a saúde da pele. Em contrapartida, sugere-se a moderação no consumo de alimentos processados e frios, priorizando bebidas quentes e a obtenção adequada de Vitamina D, crucial para a regulação do humor e a prevenção de condições como raquitismo e osteoporose.
Fontes alimentares de Vitamina D incluem peixes gordurosos como salmão e sardinha, ovos (especialmente a gema) e, em menor grau, queijo e alimentos fortificados. Devido à menor exposição solar no inverno, que dificulta a síntese cutânea, a ingestão alimentar torna-se proeminente, embora a suplementação possa ser necessária para grupos vulneráveis, como idosos e gestantes, cuja recomendação diária pode variar entre 600 UI e 800 UI, conforme a faixa etária. O equilíbrio entre a ingestão de alimentos ricos em fibras e a manutenção da hidratação, mesmo com a diminuição da sensação de sede, são medidas complementares essenciais para sustentar um sistema imunológico robusto durante a estação fria.
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Fontes
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Slovenská akadémia vied
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