Análise Detalhada Revela Disparidades Nutricionais em Iogurtes de Base Vegetal

Editado por: Olga Samsonova

A crescente adoção de iogurtes vegetais, que incluem formulações à base de soja, coco e amêndoa, reflete a busca do consumidor por alternativas aos laticínios. No entanto, a bioquímica Eva Vacheau aponta para variações nutricionais substanciais entre esses produtos populares.

O iogurte de coco, embora seja uma opção isenta de lactose, apresenta um teor calórico significativamente alto, que pode ser o dobro do encontrado em iogurtes de soja ou no iogurte de leite de vaca simples. Estudos comparativos indicam que as formulações de coco possuem a maior concentração de gordura saturada entre as alternativas vegetais, embora possam, em alguns casos, superar variedades lácteas em teores de cálcio e ferro.

Em termos de macronutrientes, o iogurte de soja, especialmente nas versões estilo grego e sem adição de açúcares, aproxima-se mais do perfil proteico do leite bovino. Em contraste, as versões à base de amêndoa e coco geralmente exibem teores proteicos inferiores. Uma análise mais detalhada sugere que os produtos de amêndoa frequentemente lideram em densidade nutricional geral, beneficiando-se de menores teores de açúcares totais e sódio, um fator relevante na leitura de rótulos.

É importante notar que a maioria dessas alternativas vegetais incorpora agentes espessantes ou amidos modificados. Para indivíduos com sensibilidades digestivas específicas, essas substâncias podem desencadear desconfortos gastrointestinais. Além disso, em relação à saúde da microbiota intestinal, as formulações vegetais, mesmo aquelas com culturas de fermentação, demonstram menor riqueza microbiana quando comparadas aos iogurtes tradicionais.

Especialistas em nutrição sugerem um consumo diversificado, priorizando a soja para a ingestão de proteína e leveza, e reservando o coco para momentos específicos, mediante boa tolerância digestiva. A indústria de alimentos está focada no enriquecimento nutricional, visando a redução de açúcares, sal e gordura para alinhar os produtos vegetais às recomendações de saúde pública. Por exemplo, algumas marcas de iogurte de soja enriquecidas com vitaminas B12 e D podem registrar apenas 50 calorias por 100 gramas, em comparação com cerca de 72 Kcal/100g para iogurtes de leite integral.

O desenvolvimento de produtos híbridos, que combinam proteínas vegetais e lácteas, surge como uma estratégia para mitigar a limitação de aminoácidos essenciais nas proteínas vegetais puras, ao mesmo tempo que mantém um apelo sensorial favorável ao consumidor. A atenção aos ingredientes é crucial, sendo recomendada a exclusão de opções vegetais que contenham mais de 5 gramas de açúcares adicionados por 100 gramas. A diversidade alimentar, incluindo o consumo de vegetais ricos em fibra, permanece o fator primordial para um impacto positivo na microbiota intestinal, conforme apontam estudos científicos.

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Fontes

  • Topsante.com

  • Doctissimo

  • Editions Trédaniel

  • Top Santé

  • Marie Claire

  • ProVeg International

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