Descoberta em Arquivos da WHOI Revela Gravação de Canto de Baleia Jubarte de 1949
Editado por: Olga Samsonova
Pesquisadores da Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI) identificaram o que é, possivelmente, o registro sonoro mais antigo preservado do canto de uma baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae). O achado histórico, datado de 7 de março de 1949, foi recuperado durante a digitalização de acervos científicos da instituição em Massachusetts, Estados Unidos.
O áudio foi capturado nas proximidades das Bermudas, no Atlântico, a bordo do navio de pesquisa R/V Atlantis, que conduzia experimentos acústicos em colaboração com o Escritório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos. A gravação foi fixada em um disco Gray Audograph, um equipamento de ditado da década de 1940 que utilizava discos finos de plástico, um meio de armazenamento que se mostrou mais durável que muitas fitas magnéticas da época, muitas das quais se deterioraram.
A gravação de 1949 precede em quase duas décadas o reconhecimento generalizado do canto das baleias, notavelmente o trabalho seminal de Roger Payne, que descobriu o arranjo sônico complexo das baleias-jubarte em 1967. A descoberta é crucial para a bioacústica marinha, pois estabelece um ponto de referência acústico do oceano anterior à intensificação da poluição sonora induzida por atividades humanas, como o tráfego marítimo pesado.
A Dra. Laela Sayigh, bioacusticista sênior e especialista em pesquisa na WHOI, ressaltou a escassez de dados desse período, afirmando que o disco oferece uma visão rara do cenário sonoro marinho pré-ruído industrial. A identificação foi confirmada após análise comparativa com um banco de dados de mais de 2.400 registros obtidos entre as décadas de 1950 e 1990, em colaboração com a organização Ocean Alliance.
O Dr. Peter Tyack, bioacusticista marinho, contrastou o ambiente acústico relativamente silencioso da década de 1940 com o cenário subaquático significativamente mais ruidoso de hoje. A comparação de cantos antigos com padrões modernos pode elucidar como o ruído antropogênico influencia a comunicação desses cetáceos, fornecendo subsídios valiosos para esforços de conservação marinha.
O legado da escuta submarina na WHOI remonta a cientistas como William Schevill e Barbara Lawrence, que por volta da mesma época, em 1949, estabeleciam as bases da bioacústica de mamíferos marinhos, registrando belugas no Rio Saguenay, Canadá. A preservação deste disco garante que o som de uma era oceânica passada permaneça acessível, preenchendo uma lacuna de dados.
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Fontes
Los Angeles Times
unn.ua
Hasan Jasim
The Guardian
Discover Wildlife
GBH
AP News
NOAA Fisheries
IFLScience
The Guardian
Woods Hole Oceanographic Institution
POLITICO Pro
ScienceAlert
UC Santa Cruz
Evrim Ağacı
NOAA Fisheries
Macau Daily Times
Popular Science
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