Professor de Harvard Arthur C. Brooks Define Felicidade por Quatro Fatores Essenciais

Editado por: Olga Samsonova

O sociólogo Arthur C. Brooks, professor da Universidade de Harvard, propõe uma estrutura mensurável para a felicidade, tratando-a como uma equação influenciada por decisões conscientes tomadas no dia a dia. Brooks, que também leciona na Harvard Kennedy School como Professor da Prática de Liderança Pública e na Harvard Business School como Professor da Prática de Gestão, desenvolveu um arcabouço teórico que permite uma avaliação racional dos componentes do bem-estar subjetivo.

A pesquisa de Brooks aborda o fenômeno da "maldição do esforçado" entre indivíduos de alto desempenho e sugere que a felicidade deve ser vista como uma direção ativa, e não um destino final. O professor define a felicidade através de quatro componentes centrais que estruturam sua fórmula: o prazer ou alegria no viver, a satisfação com as realizações, um senso de propósito e a redução das comparações sociais destrutivas. A equação proposta é sintetizada como: Felicidade = (Alegria + Satisfação + Propósito) - (Comparações Sociais).

Este modelo analítico visa demonstrar que os indivíduos possuem um controle significativo sobre seu "cálculo de felicidade" por meio de ajustes deliberados em suas vidas, desmistificando a ideia de que o bem-estar é puramente um acaso. Para auxiliar nessa gestão proativa, Brooks concebeu a "Escala da Felicidade" (Happiness Scale), uma ferramenta com base científica para a avaliação objetiva dessas variáveis. Este instrumento é fundamental para entender por que uma vida aparentemente plena pode parecer vazia e como blindar a vida contra crises emocionais.

A escala também ajuda a identificar o perfil emocional de cada pessoa, pois as predisposições para a intensidade de sentimentos positivos e negativos são, em grande parte, inatas. Estudos de psicólogos como David Lykken e Auke Tellegen indicam que a genética pode ser responsável por 44% a 52% do bem-estar subjetivo. O professor de Harvard defende a aceitação do temperamento emocional inerente, enquanto se gerencia ativamente os elementos controláveis da fórmula, como os hábitos relacionados a fé, família, amigos e trabalho.

A minimização das comparações sociais é um ponto vital, pois a adaptação rápida a ganhos, conhecida como esteira hedônica, confere apenas prazer transitório a conquistas materiais e status social, exigindo estímulos crescentes para manter o mesmo nível de satisfação. Brooks aponta que a saída dessa esteira é alcançada por aqueles que decidem conscientemente alterar o foco de sua busca.

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Fontes

  • Berner Zeitung

  • Wikipedia

  • NACDS Annual 2026

  • University of Utah Health

  • The Happiness Scale - Arthur Brooks

  • Arthur Brooks : Science of Happiness, Work & Life

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