Cientistas Espanhóis Restabelecem Visão Parcial em Paciente Cego por Estimulação Cortical

Editado por: Elena HealthEnergy

Pesquisadores espanhóis anunciaram em 2026 um avanço significativo na neurociência aplicada com a recuperação parcial da visão natural em um indivíduo com cegueira total, decorrente de lesão irreversível no nervo óptico. O feito ocorreu após o paciente participar de um ensaio clínico focado na microestimulação elétrica do córtex visual, demonstrando uma plasticidade cerebral inesperada no cérebro adulto, mesmo anos após um trauma severo.

O estudo, conduzido por membros da área de Bioengenharia, Biomateriais e Nanomedicina do CIBER (CIBER-BBN) e da Universidade Miguel Hernández de Elche (UMH), tinha como propósito inicial criar percepções visuais artificiais, conhecidas como fosfenos, como parte da avaliação de uma prótese visual cortical. Contudo, o voluntário, que sofria de neuropatia óptica isquêmica anterior bilateral, começou a relatar a percepção de luzes e movimentos apenas dois dias após a cirurgia de implante intracortical, enquanto ainda estava internado.

A Dra. Arantxa Alfaro Sáez, neurologista do Hospital de la Vega Baja de Orihuela e integrante do grupo NBio da UMH, confirmou que a recuperação visual foi espontânea e persistente, mantendo-se mesmo após a remoção física do implante. O paciente conseguiu descrever a posição dos braços dos pesquisadores e distinguir o que descreveu como "sombras em movimento", um resultado notável considerando seu histórico de cegueira.

O investigador principal, Dr. Eduardo Fernández Jover, enfatizou que o objetivo primário não era restaurar a visão natural, ressaltando a natureza fortuita da observação. Os resultados completos foram formalmente apresentados na revista científica Brain Communications, sublinhando a capacidade de recuperação do cérebro adulto após lesões significativas no nervo óptico. O paciente foi submetido a um regime de treinamento visual diário, e embora a acuidade visual tenha apresentado uma leve redução com o tempo, o feito técnico foi classificado como um sucesso.

Esta investigação, que se distingue de outras pesquisas focadas em estimulação não invasiva para casos pós-AVC, foca-se na estimulação direta do córtex em cenários de dano ao nervo óptico. A descoberta abre uma perspectiva promissora para o desenvolvimento de terapias destinadas a ativar a visão residual, potencialmente através de métodos não cirúrgicos futuros baseados nos princípios da neuroplasticidade.

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Fontes

  • NEXpanama

  • SinEmbargo MX

  • CIBER-BBN

  • Faro de Vigo

  • EFE

  • LaSexta

  • El Debate

  • GeneOnline News

  • EurekAlert!

  • BIOENGINEER.ORG

  • iSanidad

  • Onda Cero

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