No amanhecer de sábado, 3 de janeiro de 2026, as Forças Armadas dos Estados Unidos conduziram uma incursão militar de grande escala na Venezuela, resultando na detenção e extração do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. O Presidente Donald Trump confirmou o sucesso da ação, denominada internamente como 'Operação Southern Spear', que teve início por volta das 2:00h VET com relatos de múltiplas detonações em Caracas e observação de aeronaves voando baixo, visando complexos militares como Fuerte Tiuna e a Base Aérea La Carlota. A operação, que, segundo relatos, durou menos de trinta minutos, foi supostamente executada pela Delta Force em coordenação com agências de aplicação da lei dos EUA, marcando a intervenção cinética mais direta de Washington na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989 contra Manuel Noriega.
O governo de Washington fundamentou a ação em indiciamentos federais prévios contra Maduro, notadamente o de março de 2020, e na recente designação do alegado Cartel de los Soles como Organização Terrorista Estrangeira pelo Secretário de Estado Marco Rubio. A Procuradora-Geral Pam Bondi anunciou que Maduro e Flores foram formalmente indiciados no Distrito Sul de Nova York por acusações graves, incluindo conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína e posse de armamentos, assegurando que enfrentariam "toda a fúria da justiça americana em solo americano".
A reação internacional manifestou-se em polarização imediata. O Presidente argentino Javier Milei celebrou o evento com a proclamação "A liberdade avança, viva a liberdade, caralh*", alinhando-se à postura trumpista. Em contraste, o Presidente colombiano Gustavo Petro expressou "profunda preocupação" e rejeitou a ação unilateral, ativando medidas preventivas na fronteira de 2.219 quilômetros para gerenciar potenciais fluxos humanitários e migratórios, um cenário complexo dado que a Colômbia já acolhe quase 3 milhões de refugiados venezuelanos. O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, condenou a ação como um precedente perigoso para o multilateralismo.
Em Caracas, a Vice-Presidente Delcy Rodriguez declarou estado de emergência nacional, classificando o ato como uma "agressão imperialista" e uma violação da Carta da ONU, exigindo "prova de vida" do casal capturado. Aliados tradicionais de Maduro, como os governos de Cuba, liderado por Miguel Díaz-Canel, Rússia e Irã, condenaram veementemente a incursão, rotulando-a como terrorismo de Estado e agressão armada. Em contrapartida, a União Europeia, por meio de Kaja Kallas, apelou ao respeito do direito internacional, enquanto legisladores democratas dos EUA, como Andy Kim e Ruben Gallego, questionaram a base constitucional da ofensiva por ausência de declaração de guerra.
A 'Operação Southern Spear', que se iniciou formalmente em setembro de 2025 com foco em redes marítimas ilícitas, é vista por analistas como uma hibridização da guerra ao terror e ao narcotráfico, com o objetivo secundário, e para alguns principal, de remover Maduro do poder. O impacto econômico imediato foi sentido no mercado de petróleo, que registrou um prêmio de risco geopolítico. A produção da PDVSA, que em dezembro estava em cerca de 1,14 milhão de barris por dia (bpd), foi reportada como operacionalmente intacta, apesar de danos no porto de La Guaira. A transição de poder na Venezuela e o futuro da estabilidade regional permanecem como questões centrais após a intervenção.



