Nitratos Dietéticos em Vegetais Melhoram Circulação e Saúde Cardiovascular
Editado por: Olga Samsonova
A ingestão elevada de vegetais está consistentemente associada à redução do risco de enfermidades cardiovasculares, conforme aponta a pesquisa nutricional contemporânea. Um estudo recente conduzido pela Universidade Edith Cowan, na Austrália, sugere que o consumo diário de folhas verdes pode diminuir o risco de doenças cardíacas em até 26%. Este benefício deriva da ação sinérgica de vitaminas, minerais e compostos bioativos que regulam a pressão arterial e mitigam processos inflamatórios.
Vegetais de folha escura, como espinafre e couve, são fontes notáveis de nitratos dietéticos. O organismo converte esses nitratos em óxido nítrico (NO), um gás fundamental para manter o tônus vascular e auxiliar na redução da pressão arterial. O óxido nítrico promove o relaxamento da musculatura interna dos vasos sanguíneos, um processo denominado vasodilatação, que otimiza o fluxo sanguíneo e a distribuição de oxigênio e nutrientes. Adicionalmente, esses vegetais fornecem Vitamina K, essencial na prevenção da calcificação arterial, um fator que contribui para o desenvolvimento da aterosclerose.
A beterraba recebe atenção especial por ser uma fonte concentrada de nitratos inorgânicos. A conversão desses nitratos em óxido nítrico, facilitada por bactérias presentes na cavidade oral, melhora a função cardíaca e o fluxo sanguíneo. Pesquisas indicam que a ingestão de suco de beterraba pode reduzir a pressão arterial em indivíduos hipertensos tratados, melhorando a função endotelial e a viabilidade subendocárdica, conforme demonstrado em um estudo cruzado com 37 pacientes hipertensos. Em idosos, cuja produção natural de óxido nítrico declina, o consumo de suco de beterraba demonstrou uma queda de aproximadamente 7 mmHg na pressão arterial média.
Os vegetais crucíferos, como brócolis e repolho, complementam o espectro protetor com uma combinação de fibras e antioxidantes. As fibras são cruciais para a regulação saudável dos níveis de colesterol, enquanto antioxidantes como o sulforafano protegem as células contra o estresse oxidativo e exibem propriedades anti-inflamatórias, estimulando as enzimas de desintoxicação do fígado. A preservação desses compostos é melhor alcançada com métodos de preparo rápidos, como o cozimento a vapor, em detrimento de cozimentos prolongados.
A comunidade científica enfatiza que a obtenção dos máximos benefícios cardiovasculares resulta da diversidade dietética, e não da concentração em um único alimento. A diversificação das fontes de nitratos, incluindo aipo, rúcula e alface, além das fontes já citadas, garante um espectro mais amplo de nutrientes benéficos. A nutricionista Alessandra Luglio ressalta que a integração consciente dessas fontes, seja por meio da alimentação ou suplementação, deve ser parte de uma abordagem holística que considere também o descanso e a periodização do treinamento, particularmente para atletas. A ciência estabelece uma distinção clara entre os nitratos naturais encontrados em vegetais e aqueles associados a alimentos processados, como embutidos, validando o papel dos primeiros como aliados da saúde vascular.
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Fontes
Pravda.sk
American Heart Association
Frontiers in Nutrition
Edith Cowan University
Healthline
MDPI
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