Ciência Culinária Desmistifica Práticas Tradicionais no Preparo de Massas
Editado por: Olga Samsonova
Verificações especializadas no campo da gastronomia confirmaram que diversas técnicas amplamente difundidas no cozimento de massas são, na verdade, obsoletas ou contraproducentes para o resultado final almejado. Uma das práticas mais antigas, o arremesso da massa contra a parede para avaliar o ponto, demonstrou ser cientificamente imprecisa. O método inquestionavelmente confiável para atingir a textura ideal 'al dente' é a degustação direta, um padrão estabelecido na culinária italiana que exige que o interior da massa ofereça uma leve resistência ao ser mordida.
A adição de azeite de oliva à água de cozimento é veementemente desaconselhada por chefs e cientistas de alimentos. O óleo cria uma película superficial na massa que impede a adesão adequada do molho, elemento crucial de sabor e união, resultando em um prato onde o molho se acumula no fundo da tigela. Pesquisas em tecnologia de alimentos demonstram que a superfície amilácea da massa recém-cozida é o principal agente de ligação com o molho, e qualquer substância que interfira nesse contato compromete a harmonia do preparo.
Um passo essencial, frequentemente subestimado, é o correto tempero da água de cozimento, que deve ser generosamente salgada para replicar a salinidade marinha. Este processo é vital, pois constitui a única oportunidade de temperar a massa internamente, já que o sal adicionado posteriormente tempera apenas a superfície. A Escola de Culinária Italiana de Nova York frequentemente enfatiza que a proporção ideal é de aproximadamente 10 gramas de sal grosso para cada litro de água, garantindo uma base de sabor robusta para o alimento.
Outra prática que merece revisão é o enxágio da massa cozida em água fria, um hábito comum em algumas cozinhas para interromper o cozimento ou preparar saladas frias. Contudo, para pratos quentes, essa ação é altamente desaconselhada, pois remove a camada externa de amido fundamental para a aderência do molho. Esse amido, liberado durante a fervura, funciona como um agente emulsificante natural que ajuda a criar uma liga cremosa entre a gordura do molho e a água restante, um conceito conhecido na tradição italiana como 'mantecatura'.
No que tange a preparos mais complexos, como a lasanha, as orientações contemporâneas sugerem que o pré-cozimento das folhas é, em muitos casos, um passo dispensável. A necessidade de pré-cozimento está diretamente ligada ao teor de umidade do molho utilizado; se o molho for rico em líquidos, ele fornecerá a hidratação necessária para que as folhas absorvam líquido e amoleçam completamente durante o tempo de forno. A análise de manuais de alta gastronomia, como os utilizados pela Associação Italiana de Chefs Profissionais, reforça essa abordagem, priorizando a eficiência sem sacrificar a qualidade estrutural do prato final.
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Fontes
CNET
CNET
Serious Eats
Pasta Class Florence
FODMAP Everyday
Newcomer Magazine
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