Vulcão Chimborazo: O Ponto Mais Distante do Centro da Terra, Superando o Everest em Projeção Geocêntrica

Editado por: Tetiana Martynovska 17

O vulcão Chimborazo em todo o seu esplendor.

O cume do vulcão Chimborazo, localizado no Equador, constitui o ponto da superfície terrestre mais afastado do centro do planeta, uma distinção que supera a proeminência altimétrica do Monte Everest. Esta anomalia resulta da geometria da Terra, que se apresenta como um esferoide oblato, apresentando um abaulamento na região equatorial devido à força centrífuga da rotação terrestre.

«Closest to space» não é o Everest.

Dados geodésicos indicam que o raio equatorial da Terra é aproximadamente 6.378 quilômetros, superando o raio polar de cerca de 6.357 quilômetros. O Chimborazo beneficia-se de sua localização próxima à Linha do Equador, a apenas um grau ao sul, posicionando-o diretamente sobre essa protuberância equatorial. Consequentemente, o pico do Chimborazo se estende cerca de 2,1 quilômetros mais para o espaço sideral do que o cume do Everest, conforme medições geofísicas e de satélite.

Em contraste, o Monte Everest, situado na Cordilheira dos Himalaias, é reconhecido por sua altitude convencional de 8.848,86 metros acima do nível médio do mar, medida estabelecida em 2020 por um esforço conjunto entre Nepal e China. O Chimborazo, por sua vez, atinge 6.263 metros de elevação acima do nível do mar, sendo o pico mais alto do Equador. No entanto, a métrica geocêntrica inverte essa hierarquia, confirmando o estratovulcão equatoriano como o ponto mais distante do núcleo terrestre.

A relevância histórica deste fato remonta a 1802, quando o naturalista alemão Alexander von Humboldt, em sua expedição, alcançou 5.875 metros no Chimborazo, estabelecendo um recorde de altitude na época e postulando a montanha como a mais alta sob a ótica geocêntrica. A conquista final do cume ocorreu em 1880, realizada pelo alpinista britânico Edward Whymper, auxiliado pelos guias Louis e Jean-Antoine Carrel, sendo Whymper repetido o feito no mesmo ano com os equatorianos David Beltrán e Francisco Campaña.

Atualmente, o Chimborazo é um destino de montanhismo singular, oferecendo a oportunidade de alcançar o ponto mais afastado do centro da Terra. A temporada principal para a ascensão estende-se de setembro a fevereiro, embora a escalada seja viável durante todo o ano devido à sua localização tropical. A jornada exige preparação rigorosa, com a aclimatação sendo um foco primordial, frequentemente iniciada em cidades como Quito ou Riobamba, que fica a aproximadamente 180 km ao sul da capital.

Esta singularidade geográfica tem sido utilizada pelo Equador para promover o geoturismo, destacando o Chimborazo como um ponto de contato quase cósmico, conforme apontado por especialistas que o consideram o local na superfície terrestre mais próximo do espaço. O imponente estratovulcão inativo, localizado na Cordilheira Ocidental dos Andes, possui refúgios de apoio como o Carrel e o Whymper, essenciais para os cerca de 500 montanhistas que tentam o topo anualmente, com aproximadamente metade obtendo sucesso devido aos desafios impostos pela altitude e pelas condições climáticas.

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Fontes

  • ПолитЭксперт

  • Wikipedia

  • NOAA's National Ocean Service

  • Mark Horrell

  • Guided Peaks

  • Wikipedia

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