Coiote Alcança a Ilha de Alcatraz a Nado, Desafiando Gestão de Vida Selvagem
Editado por: Olga Samsonova
No final de janeiro de 2026, um coiote, apelidado de 'Floyd', completou uma travessia a nado de mais de uma milha na Baía de São Francisco, alcançando a Ilha de Alcatraz. Este evento marca a primeira confirmação da presença de um coiote na ilha desde que o Serviço Nacional de Parques (NPS) assumiu a gestão do local em 1972. O animal foi avistado na costa sul, perto da Trilha do Agave, visivelmente exausto após a jornada, mas foi posteriormente observado se alimentando da fauna local, composta por roedores e aves.
A travessia, estimada em 1,25 milhas, ocorreu em um dia com correntes incomuns na baía, possivelmente intensificadas pelo escoamento de tempestades recentes, com velocidades estimadas entre nove a dez milhas por hora. A autenticidade do avistamento foi confirmada por um porta-voz da Área de Recreação Nacional Golden Gate, que supervisiona a ilha. A temperatura da água na baía no final de janeiro estava registrada em aproximadamente 11°C, um valor que se alinha com as médias históricas mais frias para a região.
A presença de Floyd em Alcatraz introduz uma complexa questão de conservação, pois a ilha é um santuário vital para aves marinhas nidificantes, como a gaivota-ocidental. O NPS mantém vigilância rigorosa sobre o coiote, especialmente porque a temporada de nidificação das aves se estende de fevereiro até setembro. Especialistas debatem a intervenção, ponderando o risco potencial para as populações de aves contra o dano que uma realocação poderia infligir ao próprio canídeo, notório por sua adaptabilidade.
Alcatraz é notória pela ausência histórica de predadores mamíferos, o que permitiu o florescimento das aves costeiras. Embora haja um precedente de coiotes que nadaram para a Ilha Angel, Alcatraz é significativamente menor, com apenas 22 acres, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade de uma população canina permanente nesse território restrito. A chegada não planejada de um predador mamífero adiciona uma nova camada de consideração à já intrincada tarefa de manutenção da ilha, que envolve a gestão de recursos culturais e a logística de suprimentos.
A observação da sobrevivência inicial de Floyd sugere uma adaptação rápida ao novo ambiente insular. A comunidade científica e os gestores ambientais continuam a monitorar o cenário, buscando um equilíbrio entre a conservação da avifauna e a gestão deste evento de vida selvagem incomum na história recente da ilha.
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Fontes
La Nacion
SFGATE
The Guardian
Los Angeles Times
Coyote Yipps
Central Florida Public Media
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