Pesquisas de 2026 Confirmam Capacidades Cognitivas de Aves Comparáveis às de Mamíferos

Editado por: Olga Samsonova

Durante um período considerável da história da ciência comportamental, a inteligência das aves foi subestimada, frequentemente atribuída à estrutura cerebral de tamanho reduzido. Contudo, investigações científicas consolidadas até 2026 demonstram que as aves possuem capacidades cognitivas sofisticadas que rivalizam com as de mamíferos notórios por sua inteligência. Essa proeza cognitiva é creditada à extraordinária densidade neuronal encontrada em seus cérebros, um mecanismo que otimiza a funcionalidade em um volume físico mínimo, conforme a ciência atual aponta.

Especialistas como Kevin McGowan, associado ao Laboratório de Ornitologia da Universidade Cornell, argumentam que a humanidade historicamente impôs um filtro antropocêntrico à definição de cognição avançada. McGowan salienta que habilidades como a orientação espacial, exemplificada pelo retorno de aves ao ponto exato de partida após migrações extensas, raramente são reconhecidas como manifestações de intelecto superior, embora o sejam inequivocamente. A discussão contemporânea sobre o padrão de inteligência é atualmente dominada por dois grupos notáveis: os psitacídeos (papagaios) e os corvídeos (corvos, gralhas, pegas), ordens que estão redefinindo os limites científicos estabelecidos.

Estudos dedicados ao Corvo Comum (*Corvus corax*) confirmam a existência de comportamentos de planejamento complexo. Demonstrou-se que esses corvídeos empregam ferramentas para obter suprimentos alimentares, lembram-se do processo de utilização e, notavelmente, aprimoram os designs das ferramentas, indicando uma capacidade de aprendizado diferido. Este domínio do conhecimento de causa e efeito foi, em certas análises, equiparado ao de uma criança humana de cinco anos de idade. Adicionalmente, os corvos exibem memória de longo prazo robusta, sendo famosos por reconhecerem rostos humanos e transmitirem essa informação crucial para seus descendentes ao longo de vários anos.

Os Papagaios-cinzentos-africanos (*Psittacus erithacus*) permanecem como um caso emblemático nos estudos de cognição aviária. A etologista Dra. Irene Pepperberg, em colaboração com seu colega Alex, evidenciou que estas aves compreendem conceitos abstratos como igualdade, diferença e a noção matemática de 'zero'. Seu ciclo de vida prolongado possibilita um acúmulo de aprendizado, posicionando-os cognitivamente em patamares semelhantes aos de golfinhos e primatas. Os Cacatua também têm atraído a atenção científica devido à sua criatividade e à demonstração de senso rítmico. O exemplar conhecido como Snowball, um Cacatua-de-crista-de-enxofre, exibiu a capacidade de acompanhar e adaptar-se a ritmos musicais por meio da improvisação, um comportamento considerado incomum até mesmo entre muitas espécies de mamíferos.

Pesquisas recentes, como as conduzidas por Suzana Herculano-Houzel, neurocientista da Universidade Vanderbilt, indicam que pássaros, especialmente os canoros e papagaios, possuem um número surpreendentemente elevado de neurônios no pálio, a estrutura análoga ao córtex cerebral, essencial para funções cognitivas superiores como o planejamento futuro e o reconhecimento de padrões. Essa concentração neuronal, onde os neurônios são menores e mais compactos que nos mamíferos, permite que o cérebro aviário, apesar de pequeno, abrigue o dobro de neurônios que o cérebro de primatas de tamanho comparável, o que explica a complexidade observada em seu comportamento. A pressão evolutiva para manter corpos leves para o voo, ao mesmo tempo em que se desenvolvem cérebros grandes, torna essa conquista cognitiva ainda mais notável, segundo biólogos evolutivos como Alex Taylor, da Universidade de Auckland.

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Fontes

  • El Cronista

  • El Cronista

  • Cornell Lab of Ornithology

  • ResearchGate

  • UNAM Global TV

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