Hipertrofia Muscular na Terceira Idade: Pilar para a Longevidade e Autonomia

Editado por: Olga Samsonova

A comunidade médica, com base em confirmações científicas, estabelece que a aquisição de massa muscular após os 60 anos não é apenas viável, mas um pilar essencial para uma longevidade plena, desmistificando a antiga crença de que o treinamento de força deveria ser evitado nessa faixa etária. Este avanço no entendimento da fisiologia do envelhecimento é crucial, visto que a perda muscular progressiva, clinicamente denominada sarcopenia, afeta drasticamente o equilíbrio, o metabolismo basal e a autonomia pessoal, atingindo entre 5% a 13% dos indivíduos com 60 a 70 anos, com taxas que sobem para 11% a 50% naqueles com 80 anos ou mais. A manutenção do tecido muscular é, portanto, um fator determinante para a qualidade de vida e para o manejo eficaz de comorbidades crônicas prevalentes, como o diabetes mellitus e as enfermidades cardiovasculares.

Pesquisadores como Bradley Schoenfeld, do Lehman College, corroboram que métodos científicos atuais permitem ganhos musculares significativos em qualquer fase da vida. O combate à sarcopenia, que pode levar à redução da velocidade de marcha e menor força de preensão, exige uma abordagem multifacetada que transcende a estética corporal. O treinamento de força, que pode incorporar modalidades de baixo impacto como o uso de faixas elásticas ou exercícios com o peso corporal, é a recomendação primária para adultos mais velhos. O foco deve estar direcionado ao desenvolvimento da força funcional e à execução correta dos movimentos, sob supervisão profissional, e não a objetivos de fisiculturismo.

A consistência é mais valorizada do que a intensidade, sendo enfatizada uma rotina de 30 minutos de atividade física, realizada de três a quatro vezes por semana. Embora diretrizes federais sugiram 150 minutos semanais de exercício aeróbico moderado mais dois dias de fortalecimento, benefícios à longevidade já são observados com rotinas mais curtas e vigorosas. Estudos indicam que o treinamento de força é eficaz para aumentar a força muscular em idosos, inclusive nos mais velhos (acima de 80 anos).

No espectro nutricional, a ingestão proteica adequada emerge como um componente vital para a preservação da massa magra. Recomendações para indivíduos que buscam hipertrofia nessa fase da vida sugerem um aporte diário que pode variar entre 1,2 a 1,6 gramas de proteína por quilograma de peso corporal, um valor superior à recomendação geral da Organização Mundial da Saúde de 0,8 g/kg para adultos sedentários. A proteína, sendo o "bloco de construção da vida", é essencial para a reparação e o crescimento muscular, sendo as fibras musculares compostas primariamente por actina e miosina. Para idosos com dificuldades de ingestão, o enriquecimento de alimentos pastosos ou líquidos com whey protein ou leite em pó pode ser uma estratégia adotada por nutricionistas para assegurar as necessidades diárias.

Para garantir a segurança e a progressão contínua da atividade física, protocolos de exercícios devem ser individualizados. Para aqueles com condições crônicas preexistentes, terapias como exercícios na água ou adaptações específicas, como exercícios de cadeira, são implementadas para manter a mobilidade sem sobrecarga articular. Programas de treinamento funcional, mesmo sem priorizar isoladamente força ou equilíbrio, demonstram capacidade de gerar modificações positivas em todas essas variáveis, resultando em maior mobilidade e menor dependência funcional. A adoção dessas estratégias personalizadas reflete o consenso de que a intervenção precoce e consistente é a chave para mitigar os efeitos debilitantes da sarcopenia e promover um envelhecimento ativo.

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Fontes

  • India Today

  • India Today

  • Medical News Today

  • F45 Training

  • NIH

  • ResearchGate

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