Zelenskyy Convida Putin a Kiev para Negociações, Rejeitando Moscou e Belarus

Editado por: gaya ❤️ one

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, estendeu um convite público ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, para que este se desloque a Kiev, capital da Ucrânia, para a realização de negociações de paz, conforme declarado em 30 de janeiro de 2026. Esta iniciativa diplomática estabelece um pré-requisito claro para qualquer cúpula de alto nível, visto que Zelenskyy vetou categoricamente a realização de tais conversações em Moscou ou no território bielorrusso, classificando a Rússia como a nação agressora e Belarus como parceira no conflito em curso. O convite sublinha a exigência ucraniana de soberania no palco das discussões, formulado com a condição explícita de que Putin o aceite "se tiver coragem".

Este desenvolvimento ocorre em um momento de intensa atividade diplomática, com a próxima rodada de conversações trilaterais, mediadas pelos Estados Unidos, agendada provisoriamente para 1º de fevereiro de 2026, após diálogos iniciais em Abu Dhabi. As negociações anteriores em Abu Dhabi, que reuniram pela primeira vez desde 2022 representantes da Ucrânia, Rússia e EUA, focaram-se em parâmetros para o fim da guerra, embora sem consenso sobre a questão territorial. A delegação russa, liderada pelo almirante Igor Kostiukov, número dois do Estado-Maior, tem insistido na retirada das tropas ucranianas do Donbass como condição fundamental.

Um ponto de fricção significativo reside na integridade territorial, uma vez que as exigências russas implicam alterações territoriais que Zelenskyy rejeita veementemente, embora tenha considerado a manutenção das forças nas posições atuais como a "solução menos problemática". Paralelamente, o Presidente Zelenskyy revelou que a Federação Russa interrompeu o processo de troca de prisioneiros de guerra, sendo a última troca realizada em outubro de 2025, indicando uma falta de interesse percebida por parte russa em avançar nesse aspeto.

O contexto imediato das declarações de Zelenskyy é moldado por um aparente acordo mediado pelos EUA, no qual o Presidente Vladimir Putin concordou em suspender ataques a Kiev até 1º de fevereiro, a pedido pessoal do Presidente dos EUA, Donald Trump, para facilitar as negociações. No entanto, a Ucrânia permanece cética quanto ao cumprimento desse cessar-fogo energético, especialmente após ataques russos noturnos a infraestruturas civis, mesmo com a previsão de temperaturas caindo para -30°C em algumas regiões ucranianas no início de fevereiro.

A posição de Zelenskyy de rejeitar Moscou como local de encontro ecoa a posição russa anterior, que convidara Zelenskyy para a capital russa, uma oferta que o líder ucraniano considerou "absolutamente impossível". Esta postura diplomática sinaliza uma firme defesa da soberania nacional, contrastando com análises externas, como a do diplomata aposentado Chas Freeman, que sugere que as posições de negociação de Kiev se fragilizam com o prolongamento do conflito. A menção de que a delegação russa não possui mandato para discutir propostas sobre zonas econômicas adiciona outra camada de complexidade aos obstáculos diplomáticos remanescentes.

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Fontes

  • Radio Televizija BN

  • Interfax-Ukraine

  • UNITED24 Media

  • Anadolu Agency

  • AFP via Getty Images

  • Wikipedia

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