China Conclui Duas Missões Orbitais Sequenciais: Lançamento do Yaogan-50 (02) e Carga Útil Kuaizhou-11

Editado por: Tetiana Martynovska

A China lançou com sucesso para o espaço o satélite de sensoriamento remoto Yaogan-50 02 às 21h22 de domingo, a bordo de um Long March-6 modificado.

A República Popular da China manteve um ritmo operacional acelerado em seu programa espacial ao concretizar com sucesso duas missões orbitais distintas nos dias 15 e 16 de março de 2026. A primeira inserção orbital ocorreu no domingo, 15 de março, quando um foguete Longa Marcha 6A modificado foi lançado do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, colocando em órbita o satélite Yaogan-50 (02). Este lançamento representou a 14ª tentativa orbital chinesa no ano de 2026, refletindo a intenção de Pequim de sustentar uma alta cadência após os feriados do Ano Novo Lunar e as sessões políticas anuais.

A segunda missão, realizada na segunda-feira, 16 de março, envolveu um lançamento de carona do foguete de combustível sólido Kuaizhou-11, disparado do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, transportando um total de oito cargas úteis. Este voo marcou a 15ª tentativa orbital chinesa de 2026 e foi o quinto voo do veículo Kuaizhou-11, sendo o quarto bem-sucedido. O veículo Kuaizhou-11, desenvolvido pela China Aerospace Science and Industry Corporation (CASIC) a partir de tecnologia de mísseis balísticos como o DF-21, visa oferecer uma capacidade de substituição rápida de satélites.

O lançamento do Longa Marcha 6A, que ocorreu às 21:22 (13:22 UTC), inseriu o Yaogan-50 (02) em uma órbita altamente retrógrada, um plano orbital que se move em oposição à rotação da Terra e exige um desempenho superior do veículo lançador. O satélite anterior da série, Yaogan-50 (01), lançado em janeiro, também foi posicionado em uma órbita retrógrada semelhante, indicando um foco em padrões de sobrevoo específicos para sensoriamento remoto ou inteligência de sinais (SIGINT). Oficialmente, a China descreve os satélites Yaogan como destinados a levantamentos terrestres e prevenção de desastres, enquanto analistas externos os classificam como ativos de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) que apoiam a Força de Apoio Estratégico do Exército de Libertação Popular (PLASSF).

A missão de carona Kuaizhou-11 Y7 transportou uma variedade de satélites, incluindo Juntian-1 (04A), Dongpo-11, Dongpo-12, Dongpo-16, Weitong-1 (01), Yuxing-3 (05), Yuxing-3 (06) e Xiguang-1 (06). O Yuxing-3 (06) é um demonstrador de tecnologia projetado para testar capacidades de manutenção em órbita e mitigação de detritos através de uma esfera de aumento de arrasto. O desenvolvimento do Kuaizhou-11, que possui capacidade de carga útil de cerca de uma tonelada para uma órbita solar síncrona de 700 km, é um pilar do setor comercial espacial chinês, gerenciado pela ExPace, uma subsidiária da CASIC. O desenvolvimento do Longa Marcha 6A foi conduzido pela Shanghai Academy of Spaceflight Technology (SAST), e o satélite Yaogan-50B foi supostamente construído pela China Academy of Space Technology (CAST).

A execução coordenada dessas duas missões distintas, uma com um veículo líquido e outra com um foguete de propelente sólido, em um curto espaço de tempo, sinaliza a priorização de capacidades sensíveis de reconhecimento e a integração contínua do setor comercial de lançamento responsivo na estratégia espacial chinesa. A tendência geral para 2026 aponta para um foco em maior capacidade de carga útil, custos reduzidos e maior frequência de lançamento, com a China visando ultrapassar 100 lançamentos em um ano civil pela primeira vez. A confirmação do sucesso por parte da CASC para o Yaogan-50 (02) e pela CASIC para a missão Kuaizhou-11 solidifica o desempenho robusto das duas principais corporações aeroespaciais estatais chinesas neste período de intensa atividade espacial.

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Fontes

  • SpaceNews

  • Global Times

  • People's Daily Online

  • A News

  • Chinadaily.com.cn

  • Wikipedia

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