2026 Skoda Enyaq Coupé — detalhes do interior e equipamentos
Conceito Elétrico Skoda 100: A Reinterpretação do Ícone no Estilo Modern Solid
Editado por: Tetiana Pin
A fabricante de automóveis checa Skoda Auto, inserida na sua série de projetos denominada “Icons Get a Makeover” (Ícones Ganham um Novo Visual), revelou recentemente uma interpretação conceitual elétrica do seu emblemático sedan, o Skoda 100. Este projeto inovador foi concebido pelo designer de exteriores Martin Paltz, um nome já conhecido por ter participado no desenvolvimento de modelos cruciais como o Enyaq, Karoq, Kamiq e Kodiaq. A iniciativa visa aplicar a linguagem de design contemporânea da marca, o “Modern Solid”, ao rico património histórico da Skoda.
O Skoda 100 original detém um lugar especial na história da marca, sendo o primeiro modelo da Skoda a ultrapassar a marca de um milhão de unidades vendidas, totalizando 1.079.708 exemplares fabricados. Foi sobre esta base histórica que a equipa da sede da marca em Mladá Boleslav desenvolveu este conceito moderno. O designer Martin Paltz optou conscientemente por não criar uma mera réplica retro. Em vez disso, ele infundiu no sedan um caráter mais sofisticado e de “limusina”, um contraste notável, visto que o Skoda 100 histórico era, na sua essência, um carro popular e acessível. Embora as proporções gerais se inspirem no atual Skoda Superb, o conceito acabou por ser ainda maior em dimensões, mas manteve a silhueta clássica de um sedan de quatro portas, caracterizada por linhas fluidas e elegantes.
Visualmente, o veículo funde elementos imediatamente reconhecíveis com a estética futurista e distintiva do estilo Modern Solid. Os faróis circulares tradicionais foram substituídos por unidades modernas de LED. Além disso, tanto na dianteira quanto na traseira, foram incorporadas faixas de luz contínuas, servindo como uma referência visual aos elementos cromados presentes no modelo clássico. Uma das características mais ousadas do design é a completa ausência do vidro traseiro. Esta decisão de estilo não só permitiu replicar a forma do vidro dianteiro, como também serviu para homenagear a configuração original do motor traseiro do veículo.
Tecnicamente, o conceito procura manter o espírito do seu antecessor: a unidade motriz permanece posicionada na traseira. Contudo, o motor de combustão foi substituído por um sistema de propulsão totalmente elétrico. Para garantir o arrefecimento adequado deste novo sistema, Paltz integrou uma entrada de ar proeminente posicionada acima do tejadilho, complementada por condutas de ar adicionais na secção traseira. Esta arquitetura elétrica permite libertar o compartimento dianteiro, que agora pode ser utilizado como um porta-malas principal, ou “frunk”. Adicionalmente, há espaço para um segundo compartimento de bagagem posicionado sobre o compartimento do motor traseiro.
Este automóvel representa, fundamentalmente, um exercício puramente de design e não possui planos imediatos para entrar em produção em série. No entanto, ele alinha-se perfeitamente com a série de conceitos da Skoda, que já revisitou outros ícones como o Skoda 110 R coupé e o Skoda Favorit. Tais projetos servem para ilustrar a direção futura do design da Skoda. A marca demonstra uma abordagem cuidadosa ao reinterpretar o seu legado histórico, ao mesmo tempo que experimenta ativamente as tendências atuais do mercado de veículos elétricos e a sua nova identidade visual corporativa.
Fontes
AutoRevue.cz
Škoda World
autoevolution
Skoda UK
Gagadget.com
CarThrottle
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