Empresas Alemãs Relatam Sobrecarga Fiscal em 2025, com Custos Laborais no Topo, Segundo Pesquisa Ifo
Editado por: gaya ❤️ one
Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Ifo, a pedido da Stiftung Familienunternehmen, revelou um sentimento generalizado de sobrecarga fiscal entre as companhias na Alemanha durante o ano de 2025. O levantamento, que inquiriu 1.705 empresas, identificou os tributos e encargos que mais restringem a operação do setor produtivo. Os resultados apontaram os custos laborais, a tributação sobre a energia, o imposto de renda e o imposto comercial (Gewerbesteuer) como os fardos fiscais mais significativos.
Os dados quantitativos da investigação sublinham a intensidade da pressão percebida. Quase 83% das firmas inquiridas classificaram os impostos e encargos incidentes sobre os colaboradores como um ônus forte ou muito forte, posicionando-o como o principal fator de restrição. Em segundo lugar, quase 72% das empresas citaram o imposto comercial como um grande obstáculo, enquanto 68% mencionaram os tributos e encargos sobre a energia como o terceiro maior desafio fiscal. Este cenário é analisado em um contexto onde a Alemanha, segundo economistas do Ifo, apresenta a maior tributação corporativa e os mais altos impostos e encargos sobre a força de trabalho entre as nações industrializadas do G7.
Este quadro de alta pressão tributária contrasta com as demandas empresariais por um ambiente mais competitivo. Um estudo correlato, publicado pela Stiftung Familienunternehmen em agosto de 2025, indicou que 90% das empresas exigiam alívio fiscal sobre o rendimento auferido como medida essencial para fortalecer a competitividade nacional. Rainer Kirchdörfer, membro do conselho da Stiftung Familienunternehmen, observou que os tributos elevados sobre o trabalho paralisam empregadores e empregados, subtraindo-lhes a “alegria de desempenho”.
Pesquisas anteriores da Stiftung Familienunternehmen, como o Índice de Países para Empresas Familiares de 2024, já indicavam a categoria de “impostos” como uma área de desempenho fraco para a Alemanha em comparação com outros países analisados. Em resposta a este clima, os economistas do Ifo formularam recomendações políticas específicas, incluindo a redução do imposto de renda na faixa intermediária, a diminuição do imposto sobre a eletricidade aplicável a todas as companhias e o corte no imposto de renda corporativo (Körperschaftsteuer) pago pelas sociedades de capital.
Paralelamente, o cenário político de 2025 mostra a *Bundesregierung* (Governo Federal Alemão) negociando medidas como a depreciação acelerada no rascunho do orçamento para 2025, com estímulos orçamentados em 9 bilhões de euros para o ano, segundo projeções do Ifo de setembro de 2025. O contexto internacional reforça a percepção de desvantagem competitiva, com dados de 2022 indicando uma taxa combinada de imposto corporativo na Alemanha de aproximadamente 29,83%, superior à média do G7 de 26,77%.
A necessidade de reformas fiscais é um tema recorrente, com o Presidente do Ifo, Clemens Fuest, enfatizando a urgência de reformar os gastos governamentais, em vez de aumentar impostos, para sustentar o crescimento econômico e evitar prejuízos à atratividade locacional do país.
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Fontes
Baden online
DER SPIEGEL
klamm.de
FinanzNachrichten.de
InvestmentWeek
ifo Institut
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