Estudo Chinês Analisa Dieta de Centenários e Contrapõe Vegetarianismo Estrito
Editado por: Olga Samsonova
Análises recentes focadas em adultos chineses com 80 anos ou mais indicam uma mudança nos requisitos dietéticos que pode influenciar a trajetória para a longevidade excepcional, como alcançar a marca de 100 anos. Um estudo prospectivo de caso-controle aninhado, utilizando dados da Pesquisa Longitudinal Chinesa sobre Longevidade Saudável, iniciada em 1998, comparou 1.459 centenários com 3.744 não centenários, todos com 80 anos ou mais no início do acompanhamento.
Os achados revelaram que indivíduos que aderiam estritamente a dietas isentas de carne apresentavam uma probabilidade reduzida de atingir o centenário em comparação com os consumidores de carne, com uma razão de chances (OR) de 0.81 para vegetarianos em geral. Essa descoberta estabelece um contraste com a orientação nutricional predominante para a população geral, que frequentemente endossa padrões alimentares baseados em vegetais para a prevenção de doenças crônicas, como observado nas Zonas Azuis. No entanto, as necessidades fisiológicas na senescência extrema impõem um foco diferente, priorizando a manutenção da massa muscular e a prevenção da fragilidade.
Crucialmente, a associação negativa entre dietas sem carne e o status de centenário foi observada apenas em participantes classificados como subnutridos ou com Índice de Massa Corporal (IMC) abaixo de 18,5 kg/m². Para os indivíduos com IMC igual ou superior a 18,5 kg/m², a diferença na probabilidade de se tornar centenário não foi estatisticamente significativa entre vegetarianos e onívoros. Isso sugere que a exclusão de carne não é o fator limitante, mas sim o potencial déficit de nutrientes essenciais altamente biodisponíveis, como proteína de alto valor biológico, Vitamina B12, cálcio e Vitamina D, vitais para combater a sarcopenia e a osteoporose.
A análise detalhada dos subgrupos vegetarianos mostrou que veganos tinham uma OR de 0.71 para atingir 100 anos, enquanto pesco-vegetarianos (OR: 0.84) e ovo-lacto-vegetarianos (OR: 0.86) não apresentaram uma associação significativa de risco em comparação com os onívoros. A importância de fontes alimentares ricas em proteína, como peixes, laticínios e ovos, é reforçada, pois estes fornecem nutrientes cruciais que podem ser mais difíceis de obter em quantidades adequadas em dietas estritamente baseadas em plantas, especialmente considerando a absorção de Vitamina B12 comprometida pela atrofia gástrica comum em idosos.
O consenso emergente para a nutrição na longevidade avançada aponta para a necessidade de um planejamento dietético meticuloso, adaptado ao estágio de vida do indivíduo. Enquanto dietas ricas em fibras e vegetais são benéficas para a saúde geral, a população com 90 anos ou mais pode necessitar de uma abordagem diversificada, incorporando fontes de proteína de alta qualidade, possivelmente incluindo produtos de origem animal, para sustentar a resiliência física e prevenir a desnutrição e a sarcopenia. A consulta regular com um profissional de saúde é fundamental para assegurar uma ingestão ótima de micronutrientes essenciais para a manutenção da autonomia na extrema velhice.
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Fontes
unian
Science Alert
Good.is
ScienceDaily
Newzapiens
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