Avanço na Longevidade: Relógios Biológicos e a Meta dos 150 Anos em 2026

Editado por: Olga Samsonova

A busca pelo prolongamento radical da vida humana, um fenômeno já denominado como a "corrida do ouro da longevidade", está em aceleração no ano de 2026. Este avanço científico depende intrinsecamente de métodos cada vez mais precisos para a avaliação da idade biológica, distanciando-se da mera contagem cronológica. A capacidade de quantificar o declínio fisiológico com exatidão é o pilar sobre o qual se constrói a esperança de estender significativamente a existência humana saudável.

O biogerontologista Steve Horvath, figura central neste campo, desenvolveu os aclamados "relógios epigenéticos", que utilizam padrões de metilação do DNA para medir a idade biológica. Horvath, atualmente Investigador Principal no Instituto de Ciência de Cambridge da Altos Labs, uma empresa de biotecnologia focada em rejuvenescimento, tem como objetivo reverter ativamente o declínio associado à idade. Horvath, que foi professor de Genética Humana e Bioestatística na Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA), é reconhecido por desenvolver o primeiro relógio epigenético amplamente utilizado em 2011 e um relógio pan-mamífero em 2021. Ele postula que a marca de 150 anos de longevidade é um marco alcançável com as intervenções corretas.

Para refinar a precisão diagnóstica, métricas de segunda geração estão sendo implementadas, como o DunedinPACE, que incorpora dados multi-ômicos para uma análise mais granular do envelhecimento. O DunedinPACE, derivado do Estudo Dunedin, que acompanhou uma coorte de nascimento de 1037 bebês nascidos na Nova Zelândia entre 1972 e 1973, mede o ritmo do envelhecimento ao longo de duas décadas, em vez de fornecer apenas um instantâneo. Este marcador sérico de metilação do DNA demonstrou alta confiabilidade e associações com morbidade, incapacidade e mortalidade, oferecendo vantagens preditivas sobre relógios anteriores ao evitar o ruído de doenças crônicas.

Embora estes relógios sejam ferramentas essenciais para quantificar o processo de envelhecimento, o foco clínico imediato reside na tradução desses dados em protocolos validados para a melhoria da "healthspan", o período de vida vivido com saúde. A pesquisa de Horvath na Altos Labs visa justamente utilizar os relógios para identificar intervenções de antienvelhecimento. Paralelamente, fatores de estilo de vida continuam a demonstrar correlação com a idade biológica medida, com leituras mais baixas em relógios epigenéticos observadas em indivíduos com exercícios físicos regulares e ingestão adequada de Ômega-3.

O desenvolvimento de ferramentas como o DunedinPACNI, um relógio epigenético sérico que utiliza dados de ressonância magnética ponderada em T1 para estimar o ritmo de envelhecimento, ilustra a convergência de diferentes áreas da ciência. Em estudos, escores de envelhecimento mais rápido no DunedinPACNI previram um risco 61% maior de progressão para Comprometimento Cognitivo Leve (CCL) ou demência em participantes do estudo ADNI. No cenário de negócios de 2026, a pesquisa em longevidade representa um campo de alto potencial transformador, exigindo investimentos robustos para sustentar o ímpeto da "corrida do ouro" da longevidade.

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Fontes

  • The Star

  • Doctor Trusted

  • Perplexity

  • WIRED Health

  • PMWC Precision Medicine World Conference

  • UNILAD

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