Grupo de Ataque do USS Abraham Lincoln Redirecionado para o CENTCOM em Meio a Tensões com o Irã

Editado por: gaya ❤️ one

O Pentágono ordenou a realocação do Grupo de Ataque do Porta-Aviões USS Abraham Lincoln, que se encontrava no Mar da China Meridional, para a área de responsabilidade do Comando Central dos EUA (CENTCOM) em janeiro de 2026. Esta manobra militar ocorre em um contexto de escalada nas tensões entre Washington e Teerã, coincidindo com uma grave agitação interna no Irã iniciada no final de dezembro de 2025, motivada por inflação acentuada e dificuldades econômicas.

A travessia do grupo de ataque, liderado pelo porta-aviões de propulsão nuclear USS Abraham Lincoln (CVN-72), tem uma duração estimada em cerca de uma semana, com previsão de chegada ao teatro de operações do CENTCOM — que abrange o Oriente Médio e 21 nações, incluindo o Irã — no final de janeiro. O CENTCOM, estabelecido formalmente pelo Departamento de Defesa em 1º de janeiro de 1983 e sediado na Base Aérea de MacDill, em Tampa, Flórida, supervisiona uma área que inclui o Oriente Médio, Ásia Central e partes do Sul da Ásia. A ausência de um grupo de ataque de porta-aviões na região do Oriente Médio era uma lacuna na presença naval, tornando o redirecionamento do Lincoln um sinal de reforço da prontidão militar.

O grupo de ataque havia finalizado recentemente exercícios de tiro real no Mar da China Meridional e sua composição inclui o porta-aviões, Carrier Air Wing 9 (CVW-9) com aeronaves como F-35C Lightning II e F/A-18E/F Super Hornets, além de destróieres da classe Arleigh Burke, como o USS Spruance (DDG 111), USS Michael Murphy (DDG 112) e USS Frank E. Petersen Jr. (DDG 121). Analistas interpretam a reposição como um preparativo para uma presença prolongada e capacidade de resposta, em vez de uma ação pontual.

A situação interna iraniana, marcada por protestos generalizados decorrentes da crise econômica e da desvalorização do Rial, intensificou o cenário de risco regional. Em 13 de janeiro, o Presidente Donald Trump prometeu uma "ação muito forte" caso execuções de manifestantes fossem confirmadas. Em resposta, o Ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, que assumiu o cargo em agosto de 2024, afirmou que a situação estava sob "controle total" e que não havia planos de enforcamento, alegando que a violência foi instigada por "elementos terroristas" com apoio externo.

Os relatórios sobre o número de vítimas no conflito interno apresentam disparidades, com um grupo baseado nos EUA estimando pelo menos 2.571 mortos, enquanto fontes oficiais iranianas mencionam "centenas". O Conselho de Segurança da ONU agendou uma reunião de emergência para 15 de janeiro de 2026, a pedido dos Estados Unidos, para discutir a crise. Paralelamente, houve um recuo cauteloso de pessoal de bases americanas no Oriente Médio, como a Base Aérea de Al Udeid no Catar, após advertências iranianas de que bases americanas seriam alvos em caso de ataque dos EUA.

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Fontes

  • REPUBLIKA

  • ANI News

  • DAWN.COM

  • The Guardian

  • Amu TV

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