Banco Mundial Formaliza Financiamento para Projeto de Qualidade do Ar no Nepal
Editado por: Aleksandr Lytviak
O Banco Mundial formalizou a aprovação de um financiamento concessional de US$ 52 milhões, equivalente a aproximadamente 6,90 bilhões de Rúpias nepalesas, em 11 de março de 2026, para o Projeto de Ar Limpo e Prosperidade do Nepal. O montante visa mitigar a poluição atmosférica, com foco específico na redução das emissões de material particulado fino (PM2.5) provenientes de caldeiras e fornos industriais e comerciais.
A iniciativa integra o Programa Regional de Gestão da Qualidade do Ar do Banco Mundial para as Planícies Indo-Gangéticas e Regiões Montanhosas (IGP-HF), concentrando seus esforços nas áreas de maior risco, notadamente o Vale de Kathmandu e a região de Terai. A má qualidade do ar no Nepal é classificada como o principal fator de risco para a saúde, associada a cerca de 26.000 mortes prematuras anualmente e uma redução de 3,4 anos na expectativa de vida média. O impacto econômico é estimado em mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) anual do país, devido a custos de saúde e perda de produtividade.
O financiamento total é um esforço colaborativo, com o crédito principal do Banco Mundial complementado por uma doação de US$ 5 milhões do Programa Ásia Resiliente, financiado pelo Gabinete de Negócios Estrangeiros, Commonwealth e Desenvolvimento (FCDO) do Reino Unido e pela Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação (SDC). A participação da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA) é fundamental, dada sua histórica contribuição para o desenvolvimento do Nepal. Esta cooperação multilateral apoiará reformas estruturais nos setores de energia e transporte, consideradas cruciais para a redução sustentável da poluição.
Um pilar central do projeto é o Componente 1, direcionado a acelerar a produção mais limpa em aproximadamente 400 empreendimentos industriais e comerciais que utilizam combustíveis poluentes como carvão, diesel e óleo de forno. Essas empresas receberão assistência técnica, incentivos de capital e financiamento de longo prazo para a adoção de tecnologias mais limpas, como caldeiras e fornos elétricos ou de biomassa moderna. O economista sênior de meio ambiente do Banco Mundial para a Região Sul da Ásia, Martin Heger, indicou que o projeto visa superar as barreiras de altos custos iniciais e acesso restrito a financiamento de longo prazo que limitam a adoção de tecnologia limpa.
David Sislen, Diretor de Divisão do Banco Mundial para Maldivas, Nepal e Sri Lanka, ressaltou que o projeto visa proteger milhões de pessoas da poluição nociva e, simultaneamente, auxiliar as empresas nepalesas a reduzir custos operacionais e aumentar a competitividade, fomentando o crescimento industrial sustentável. A implementação institucional será coordenada pelo Departamento de Indústria, sob o Ministério da Indústria, Comércio e Suprimentos, e pelo Departamento de Meio Ambiente, sob o Ministério de Florestas e Meio Ambiente, com o Rastriya Banijya Bank gerindo a facilidade de financiamento de tecnologia limpa. A expectativa é que a implementação resulte em uma redução de 6% na perda anual do PIB atribuída à poluição atmosférica, reforçando a conexão entre saúde ambiental e prosperidade econômica.
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Fontes
Online Khabar
Mirage News
The Himalayan Times
Ratopati
World Bank Document
NepaleKhabar.com
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