Nomeação de Enviado Especial para a Groenlândia Intensifica Tensão Diplomática com a Dinamarca

Editado por: gaya ❤️ one

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 22 de dezembro de 2025, designou o Governador da Louisiana, Jeff Landry, como seu enviado especial para fomentar os interesses americanos na aquisição da Groenlândia. A nomeação, anunciada via Truth Social, formaliza a busca pela integração do território dinamarquês aos EUA, uma ambição que Trump já havia manifestado publicamente desde maio de 2025 e reiterado em seu mandato anterior em 2019. A justificativa central do Presidente Trump para a iniciativa reside na segurança nacional, citando o incremento da atividade naval russa e chinesa no Ártico, uma região de crescente interesse devido às rotas marítimas emergentes e às reservas minerais.

O Governador Landry, que assumiu o cargo de governador da Louisiana em janeiro de 2024, aceitou a função de voluntário, declarando publicamente a necessidade de "garantir que a Groenlândia se junte aos Estados Unidos". A ação provocou uma resposta imediata das lideranças escandinavas. A Primeira-Ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e o Primeiro-Ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, emitiram uma declaração conjunta categórica, afirmando que "não se pode anexar outro país" e exigindo respeito pela integridade territorial. O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, convocou o Embaixador dos EUA em Copenhague, Kenneth Howery, classificando os comentários sobre anexação como "totalmente inaceitáveis".

Em paralelo à escalada diplomática, a administração Trump aplicou alavancagem econômica, suspendendo os arrendamentos de cinco grandes projetos de energia eólica offshore, incluindo dois operados pela dinamarquesa Orsted, sinalizando uma estratégia coordenada de pressão. A União Europeia manifestou solidariedade com a Dinamarca. A Chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a chefe de política externa, Kaja Kallas, enfatizaram que os princípios de soberania e integridade territorial são inegociáveis e que a UE "não está negociando" sobre o território.

Geopoliticamente, a Groenlândia, com uma população estimada em 56.916 habitantes em 2025, detém uma localização estratégica vital no Atlântico Norte, servindo como ponto de apoio crucial para a defesa dos EUA, conforme estabelecido pelo Acordo de Defesa de 1951 que criou a Base Espacial de Pituffik. Pesquisas de opinião realizadas em janeiro de 2025 indicaram que a grande maioria dos 57.000 residentes da ilha apoia a independência da Dinamarca, mas não a unificação com os Estados Unidos. A disputa reflete a crescente competição no Ártico, onde o aquecimento global expõe recursos minerais e atrai o interesse de potências como Rússia e China.

A nomeação do enviado especial é interpretada por analistas como a formalização da pressão política, utilizando a lealdade política para avançar os objetivos de Washington. Historicamente, os EUA já haviam demonstrado interesse na compra da ilha, com discussões internas datando de 1867 e uma oferta secreta após a Segunda Guerra Mundial, além da tentativa pública em 2019. A ação de 22 de dezembro de 2025 reacende uma tensão que contrapõe a política externa americana às normas internacionais de soberania em um cenário de crescente instabilidade geopolítica no Ártico.

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Fontes

  • Al Jazeera Online

  • Deutsche Welle

  • The Washington Post

  • Democracy Now!

  • wwltv.com

  • AP News

  • Japan Today

  • The Washington Post

  • Reuters

  • The Guardian

  • POLITICO

  • Common Wealthemerald

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