Nozes Demonstram Papel Crucial na Longevidade e Manutenção da Saúde na Terceira Idade
Editado por: Olga Samsonova
Pesquisas científicas recentes estabelecem as nozes como um alimento fundamental no combate aos efeitos do envelhecimento na saúde humana, superando o papel de simples petisco sazonal. Este fruto seco oleaginoso, com origens na Pérsia e disseminação pela Ásia e Europa, possui um perfil nutricional superior que sustenta seu reconhecimento em estratégias de longevidade. A composição das nozes é notável pela alta concentração de antioxidantes e micronutrientes essenciais, destacando-se como a única fonte vegetal significativa do ácido alfa-linolênico (ALA), o ácido graxo ômega-3.
O ALA é crucial, pois não é sintetizado pelo corpo humano e apresenta propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes comprovadas, sendo um pilar na prevenção de diversas enfermidades. O consumo regular deste alimento tem sido correlacionado com uma redução significativa nos riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, quadros depressivos e diabetes, além de promover melhoria na função cognitiva. Um estudo que analisou um grande coorte de mulheres indicou que aquelas que consumiam no mínimo duas porções semanais tinham maior probabilidade de serem categorizadas como idosas saudáveis após os 65 anos.
A recomendação sugerida por especialistas para otimizar os benefícios direcionados à saúde cardíaca, à microbiota intestinal e à função cerebral situa-se na faixa de 30 a 60 gramas diárias. O impacto na saúde cardiovascular é impulsionado pela presença de gorduras insaturadas, eficazes na redução do colesterol LDL e na diminuição da oxidação lipídica. O perfil nutricional inclui ainda 16,7 g de proteína por 100 g, com destaque para a arginina, um aminoácido essencial ligado à produção de óxido nítrico, um potente vasodilatador que auxilia na prevenção de problemas vasculares. A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) endossa uma alegação de saúde que afirma a contribuição das nozes para a melhoria da elasticidade dos vasos sanguíneos.
No âmbito da saúde cerebral, as nozes são vistas como um escudo contra o declínio cognitivo relacionado à idade. Pesquisas conduzidas na Universidade de Barcelona, acompanhando adultos entre 63 e 79 anos, indicaram que o consumo diário de 30 a 60 gramas resultou em melhor desempenho em testes de memória, atenção e linguagem verbal, em comparação com o grupo controle. Cientistas postulam que os compostos bioativos aprimoram a conectividade neural e mitigam a inflamação crônica, fator chave no declínio cognitivo.
Um estudo australiano, que monitorou indivíduos com mais de 70 anos por quase quatro anos, associou o consumo diário de nozes a um risco 23% menor de atingir o ponto final de Sobrevivência Livre de Incapacidade (DFS), que engloba morte, demência ou deficiência física grave. É relevante notar que a análise de alguns estudos, como um conduzido em Harvard, aponta que indivíduos com maior consumo de nozes frequentemente exibiam um estilo de vida mais saudável no geral, incluindo prática regular de exercícios e menor consumo de álcool. Este contexto reforça a noz como um componente poderoso dentro de uma rotina holística de bem-estar.
Em Portugal, a noz ocupa a terceira posição em cultivo entre os frutos oleaginosos, com maior concentração na região Norte, e grande parte da produção é destinada ao mercado de proximidade. A incorporação deste fruto, rico em fibras, vitamina E, magnésio e polifenóis, na dieta diária, seja em iogurtes, saladas ou consumida pura, representa uma estratégia nutricional fundamentada para promover um envelhecimento mais ativo e saudável.
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Fontes
Diario La Gaceta
Women's Health
El Tiempo
LA NACION
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