Crononutrição: Antecipar a Primeira Refeição Otimiza a Saúde Metabólica
Editado por: Olga Samsonova
A ciência da crononutrição, que examina a interação entre a alimentação e o ciclo circadiano, está reorientando a atenção da saúde metabólica da última refeição do dia para o momento da ingestão do desjejum. Este campo demonstra que a sincronização dos horários de alimentação com os ritmos biológicos naturais do corpo potencializa a assimilação de nutrientes e o equilíbrio hormonal. Especialistas têm recomendado protocolos como o jejum de 12:12, que estabelece uma janela de 12 horas de jejum e 12 horas para a ingestão alimentar, com o objetivo de alinhar a primeira refeição com os ritmos circadianos para favorecer a oxidação de gorduras.
A antecipação do café da manhã para antes das 9:00 da manhã tem sido correlacionada com uma redução estatisticamente significativa nos riscos de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Uma investigação conduzida na França, envolvendo mais de 103.312 participantes, indicou que consumir o desjejum após as 9:00 elevou em 59% o risco de diabetes tipo 2 em comparação com aqueles que se alimentavam antes das 8:00. Essa relação é atribuída ao efeito do jejum prolongado sobre os níveis de insulina e o controle de glicose e lipídios.
Adicionalmente, a omissão da refeição matinal, combinada com o consumo calórico excessivo à noite, tem sido associada ao desequilíbrio do colesterol, incluindo o aumento do LDL e maior propensão à aterosclerose, segundo dados de mais de 30 mil indivíduos avaliados. Em contraste com o padrão ocidental, que frequentemente inclui cafés da manhã ricos em carboidratos refinados, esta abordagem nutricional sugere consequências metabólicas desfavoráveis, como picos de insulina, uma preocupação notável no envelhecimento feminino saudável.
Pesquisas indicam que cafés da manhã ocidentais típicos, carregados de carboidratos como cereais, induzem um pico acentuado de glicose, exacerbado pela resistência à insulina. Um estudo da Universidade de Tel Aviv mostrou que um café da manhã reforçado, mesmo incluindo um item de sobremesa, resultou em níveis reduzidos de insulina, glicose e triglicerídeos ao longo do dia, quando comparado a um jantar calórico e um desjejum leve. As tendências futuras apontam para a priorização de opções matinais ricas em proteínas e fibras, distanciando-se dos carboidratos simples.
Esta orientação alinha-se com os padrões alimentares observados em centenários nas Zonas Azuis, como a Península de Nicoya, na Costa Rica. O especialista em longevidade Dan Buettner resume essa filosofia com o ditado: “Tome café da manhã como um rei, almoce como um príncipe e jante como um mendigo”. O café da manhã tradicional de Nicoya, composto por tortilhas de nixtamal, feijão, arroz, pimentão, cebola e ervas frescas, fornece carboidratos complexos de baixo índice glicêmico que promovem uma liberação gradual de energia. A adoção de horários alimentares consistentes e a concentração da ingestão calórica durante as horas diurnas apoiam o controle de peso e a estabilidade glicêmica, em conformidade com os princípios da crononutrição.
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Fontes
El Confidencial
Cuerpomente
PA Media
Diario AS
Arenas Multimedia
elEconomista.es
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