Força de Preensão Manual: Biomarcador de Saúde Sistêmica e Longevidade em Adultos Maduros

Editado por: Olga Samsonova

A força de preensão manual (FPM) consolidou-se globalmente como um indicador fundamental para a promoção de uma vida mais longa e com maior qualidade, particularmente na população com mais de 50 anos de idade. Esta força máxima exercida pela mão funciona como um biomarcador robusto, capaz de refletir o estado geral de saúde e a idade biológica de um indivíduo.

Pesquisas demonstram que uma FPM reduzida está intrinsecamente ligada a desfechos adversos significativos, incluindo o aumento do risco de doenças cardiovasculares, o desenvolvimento de fragilidade e uma maior incidência de certos tipos de câncer. A capacidade funcional, essencial para a execução de atividades cotidianas como manusear objetos ou transportar compras, depende diretamente da manutenção de uma força de preensão adequada. Especialistas distinguem entre a capacidade de exercer força máxima e a resistência da preensão, sendo ambas cruciais para preservar a autonomia na velhice.

Estudos, como o Prospectivo de Epidemiologia Urbana e Rural (PURE), que avaliou mais de 140.000 adultos em 17 nações, indicam que a FPM pode prever a mortalidade e eventos cardiovasculares com maior precisão do que a pressão arterial sistólica em certos contextos prognósticos. Além da manifestação de força física, a FPM oferece um vislumbre da saúde do sistema neuromuscular; uma força reduzida frequentemente se correlaciona com tempos de reação mais lentos e um risco elevado de quedas. Mark Peterson, professor associado de medicina física e reabilitação na Universidade de Michigan, aponta que a fraqueza muscular generalizada, manifestada na mão, pode indicar uma idade biológica acelerada, enquanto maior força sugere uma idade biológica mais baixa.

A resiliência, ou a capacidade de recuperação de doenças graves, é igualmente refletida em músculos mais fortes, que favorecem a estabilidade metabólica e a função imunológica durante o estresse fisiológico. Para a melhoria segura e personalizada desta métrica vital, a orientação de um Fisiologista do Exercício Credenciado é aconselhável. Estes profissionais podem elaborar estratégias de aprimoramento seguras, frequentemente incluindo o treinamento de resistência direcionado.

Atividades que envolvem movimentos de balanço, como a prática de esportes de raquete como o tênis e o pickleball, demonstraram ser eficazes no aprimoramento tanto da força quanto da resistência da preensão, promovendo benefícios cardiovasculares e de mobilidade em adultos mais velhos. O fortalecimento da preensão, que mede a capacidade de agarrar e segurar objetos, é essencial para tarefas diárias e esportivas, como abrir frascos. O treinamento de força, incluindo o específico para a preensão, pode também contribuir para a melhoria da densidade óssea, um fator preventivo contra condições como a osteoporose. Técnicas de treinamento podem incluir o aperto de bola ou o uso de aparelhos específicos (hand grip), realizados com uma frequência de duas a três vezes por semana, alternando com dias de descanso para a recuperação muscular.

A força de preensão manual é um indicador da força geral da parte superior do corpo, pois os músculos menores envolvidos se fatigam rapidamente, sendo frequentemente negligenciados em treinamentos convencionais. Em estudos com idosos, como um realizado com 96 pacientes com asma moderada a grave, um ponto de corte de FPM ≤ 19 kgf identificou indivíduos em risco de fragilidade com sensibilidade de 73,58%. A avaliação da FPM, que pode ser realizada com dinamômetros como o JAMAR, segue protocolos padronizados, como os recomendados pela Associação Americana de Terapeutas da Mão (ASHT), para garantir a precisão na medição.

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Fontes

  • The Senior

  • Vertex AI Search

  • Vertex AI Search

  • Vertex AI Search

  • Able Care

  • UCLA Health

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