Aumento da Espiritualidade Não Institucionalizada é Confirmado em Pesquisa Global com Jovens

Editado por: Olga Samsonova

Pesquisas internacionais recentes indicam uma intensificação da espiritualidade entre a faixa etária de dezoito a vinte e nove anos nos últimos cinco anos. Um estudo abrangente, conduzido entre novembro e dezembro de 2023, envolveu 4.889 jovens em oito nações: Argentina, Brasil, Espanha, Filipinas, Itália, Quênia, México e Reino Unido, conforme detalhado pelo Grupo de Pesquisa Footprints da Pontifícia Universidade da Santa Cruz e sete instituições parceiras. Até 50% dos inquiridos relataram um aumento em sua espiritualidade pessoal, frequentemente correlacionando essa busca com uma postura mais crítica perante dilemas sociais contemporâneos, como a corrupção política e os conflitos bélicos.

Este movimento sinaliza um claro distanciamento das estruturas religiosas estabelecidas, mantendo-se, contudo, vigorosa a procura por experiências de transcendência e satisfação espiritual. Em países com processos de secularização mais avançados, como Espanha e Itália, os jovens que mantêm a fé a exercem com convicção profunda; 60% dos católicos dessa faixa etária consideram a participação na missa e a recepção da Eucaristia elementos cruciais em suas vidas. Em contraste, em nações como Quênia, Filipinas e Brasil, a identificação como “crentes” atinge patamares elevados, variando entre 82% e 92%.

O cenário global revela uma paisagem complexa, onde a espiritualidade desvinculada de dogmas institucionais floresce. Essa tendência é espelhada em dados do Pew Research Center de 2018, que indicam que jovens em diversos países tendem a ser menos apegados à religião formal do que as gerações mais velhas. Para muitos jovens, o acesso facilitado à informação via internet permite a criação de um “cardápio” espiritual personalizado, selecionando características de várias tradições.

Em resposta a essa mudança de paradigma, as instituições religiosas estão reformulando suas abordagens de engajamento. Estratégias observadas incluem a adoção de táticas de comunicação digital mais modernas e a recontextualização de narrativas históricas em contextos atuais, visando maior acessibilidade ao público online. Adicionalmente, modernizações nas práticas pastorais empregam uma linguagem mais acessível para ligar os ensinamentos sagrados ao cotidiano dos fiéis, ajustes que têm sido associados a métricas de engajamento positivas, como o aumento nas marcações de cerimônias de casamento.

A pesquisa também sugere que, ao tomar decisões morais, os jovens frequentemente se guiam pela religião e espiritualidade. A maioria (67%) afirmou que a consciência é o árbitro final entre o certo e o errado, independentemente da crença em pecado. A visão predominante entre os jovens crentes é que a Igreja, como instituição, contribui positivamente para o bem-estar social, com 76% endossando essa percepção.

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Fontes

  • Valencia Plaza

  • Valencia Plaza

  • Apple Podcasts

  • EL PAÍS

  • Omnes

  • Pontificia Università della Santa Croce - PUSC

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