Longevidade em Zonas Azuis Reforça Impacto do Estilo de Vida Integrado
Editado por: Olga Samsonova
Pesquisas recentes confirmam a longevidade notável observada em aglomerados populacionais globais denominados 'zonas azuis', como a Sardenha, na Itália, e Okinawa, no Japão, demonstrando uma incidência superior de centenários nessas regiões. O conceito, popularizado pelo explorador da National Geographic, Dan Buettner, a partir de 2004, inicialmente focou na Sardenha, onde demógrafos identificaram uma concentração incomum de homens que atingiam os 100 anos. Outras localidades com padrões de alta longevidade incluem Nicoya (Costa Rica), Ikaria (Grécia) e Loma Linda (Califórnia, EUA).
Um fator central para essa longevidade é a atividade física, que se encontra intrinsecamente tecida no cotidiano dessas comunidades, em contraste com a cultura de exercícios compensatórios. Os habitantes integram movimentos moderados, como jardinagem e tarefas domésticas diárias, em suas rotinas, o que sustenta a saúde a longo prazo. Em Okinawa, por exemplo, idosos como Kame Ogido, aos 89 anos, inspecionavam ervas marinhas como parte de uma dieta de baixas calorias, prática alinhada com o princípio japonês do 'hara hachi bu', que significa comer até atingir cerca de 80% da saciedade.
Estudos dinamarqueses sugerem que apenas 20% da longevidade é determinada geneticamente, deixando os 80% restantes sob a influência do estilo de vida e do ambiente. A moderação calórica, exemplificada pelo 'hara hachi bu', difere das dietas restritivas ocidentais e está associada a taxas mais baixas de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral em Okinawa, uma correlação que a ciência moderna valida ao apontar que a ingestão calórica reduzida melhora a saúde geral.
Crucialmente, a manutenção de um papel social ativo e um forte senso de pertencimento mitigam os riscos inerentes ao isolamento e à perda de propósito. A comunidade de Adventistas do Sétimo Dia em Loma Linda, Califórnia, ilustra essa conexão com sua dieta baseada em vegetais, atividade física regular e forte foco no voluntariado, o que pode elevar a expectativa de vida em até sete anos. Este engajamento comunitário fortalece a saúde emocional e fornece um propósito fundamental para a longevidade.
Em contrapartida, a ciência indica que o estresse crônico atua como um acelerador na redução da Esperada Idade de Morte, sublinhando a carga psicológica como um fator de risco de saúde primordial. Pesquisas da Universidade Yale, utilizando o 'relógio epigenético' GrimAge, demonstraram que o estresse prolongado acelera o envelhecimento biológico, afetando mecanismos hormonais e inflamatórios. O consenso entre estudiosos, como o médico gerontólogo Alexandre Kalache, é que os padrões observados nas Zonas Azuis são inerentemente ligados ao estilo de vida e são responsivos a intervenções, embora a modernização já esteja erodindo algumas práticas culturais tradicionais.
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Fontes
Diario La Gaceta
Health
Beehiiv
Belfast Live
BMJ Open
VegNews
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