Coabitação Aumenta Satisfação de Vida em Maiores de 50 Anos, Superando o Casamento, Revela Estudo
Editado por: Olga Samsonova
Uma investigação recente no campo da psicologia indica que, para adultos com mais de cinquenta anos, a escolha pela coabitação com um novo parceiro está associada a um aumento significativo na satisfação geral com a vida. Este achado deriva de uma análise longitudinal de dados coletados de adultos americanos na faixa etária entre 50 e 95 anos, posicionando a coabitação como o principal fator para o incremento do bem-estar em relacionamentos estabelecidos na terceira idade.
O estudo, ao examinar a dinâmica relacional dessa coorte, sugere uma reavaliação das prioridades de bem-estar em comparação com gerações anteriores. De forma crucial, a pesquisa demonstrou que a formalização do relacionamento por meio do casamento, em casais que já residiam juntos, não proporcionou um benefício adicional mensurável em termos de felicidade ou satisfação. Este resultado aponta que o impacto positivo percebido reside no ato de compartilhar o cotidiano e o mesmo teto, independentemente do estatuto legal da união.
Esta descoberta dialoga com uma tendência social mais ampla nos Estados Unidos, onde a aceitação de arranjos de vida não matrimoniais tem evoluído, sinalizando uma mudança cultural na percepção do compromisso e da felicidade na vida conjugal tardia. Em contraste, arranjos de vida com filhos adultos, embora frequentes, apresentam complexidades distintas, e a coabitação com um parceiro sempre foi considerada a opção de moradia menos problemática para idosos.
Os investigadores também observaram um dado notável: as separações de relacionamento nesta faixa etária não resultaram em uma redução estatisticamente significativa no nível de bem-estar relatado pelos indivíduos. Este achado sugere uma robustez emocional considerável e uma capacidade de adaptação em adultos mais velhos ao gerenciarem mudanças significativas no âmbito afetivo. Tal resiliência contrasta com a percepção de que términos tardios, por vezes denominados "divórcio grisalho", geram um impacto psicológico profundo, embora estudos indiquem que em 8 em cada 10 casos, o divórcio grisalho se resolve sem litígio judicial.
A capacidade de recuperação após um término, conforme relatos de mulheres após os 50 anos, frequentemente inclui o desenvolvimento de maior autoconfiança e independência financeira. O estudo implica que a aceitação social crescente da coabitação, em detrimento da ênfase tradicional no matrimônio, redefiniu a influência do estatuto relacional no bem-estar subjetivo em idades avançadas. Enquanto nos EUA cerca de 27% das pessoas com 60 anos ou mais viviam sozinhas em 2022, um aumento em relação à década de 1960, a escolha pela coabitação não formalizada parece oferecer um equilíbrio entre companhia e autonomia.
Adicionalmente, a pesquisa sobre arranjos de vida sugere que a independência financeira é um fator determinante, especialmente em grupos minoritários, o que pode influenciar a opção pela coabitação como uma alternativa prática e satisfatória ao casamento formal.
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Fontes
Vorarlberg Online
Universität Wien
BVZ.at
HRS in the News | Health and Retirement Study - University of Michigan
Universität Wien
The Journals of Gerontology - Oxford Academic
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