China Avança em Interfaces Cérebro-Máquina com Controle Físico por Pensamento
Editado por: Tetiana Pin
Pesquisadores na República Popular da China anunciaram em dezembro de 2025 um avanço significativo no campo das interfaces cérebro-máquina (BMI) invasivas, demonstrando o controle de sistemas físicos complexos exclusivamente pela atividade mental. A conquista posiciona a China como o segundo país, após os Estados Unidos, a levar a tecnologia de BCI invasiva para a fase de ensaios clínicos em seres humanos.
O Centro de Excelência em Ciência do Cérebro e Tecnologia da Inteligência (CEBSIT), uma divisão da Academia Chinesa de Ciências (CAS), detalhou os resultados obtidos em ensaios clínicos que envolveram dois participantes na faixa dos 30 anos, implantados em junho e outubro, respectivamente. Os indivíduos demonstraram a capacidade de operar uma cadeira de rodas elétrica, controlar um cão robótico para buscar entregas e manusear um braço robótico para levar um copo à boca. As instituições envolvidas na pesquisa incluem o CEBSIT, a CAS e colaboradores do Hospital Huashan, afiliado à Universidade Fudan, onde os procedimentos foram realizados.
Os dados dos testes indicam a alta eficácia do sistema, registrando um tempo de latência inferior a 100 milissegundos entre a intenção mental e a resposta da máquina. Um dos pacientes alcançou o controle de dispositivos apenas cinco dias após a intervenção cirúrgica. Este desenvolvimento representa uma transição notável de interfaces anteriores, majoritariamente não invasivas ou restritas ao controle de cursores, para aplicações clínicas funcionais que permitem ações tridimensionais no mundo real, como desviar de obstáculos.
O implante neural chinês se destaca por seu design: um dispositivo do tamanho de uma moeda, com eletrodos finos como fios de cabelo, medindo 26 milímetros de diâmetro e menos de 6 milímetros de espessura, o que o torna potencialmente mais leve e flexível que alguns concorrentes. A baixa latência e o tamanho reduzido sugerem um foco em uma alternativa prática e potencialmente mais acessível em comparação com sistemas de alto custo existentes, como os desenvolvidos pela Neuralink nos EUA.
O contexto geopolítico da neurotecnologia é relevante, com a China intensificando a disputa tecnológica global. A equipe de pesquisa projeta que este avanço acelera a transição da tecnologia BMI para o uso clínico prático, com a meta de restaurar funções motoras e da fala no prazo de três anos. As implicações clínicas visam melhorar a qualidade de vida de indivíduos com lesões medulares completas, amputações de membros superiores e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).
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Fontes
TV+
eWeek
Chinadaily.com.cn
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Kr Asia
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